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Bolsonaro SE defende após apreensão de arma durante blitz em Taguatinga

O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou não ter agido de forma irregular em relação à apreensão de uma arma encontrada com seu segurança. Ele sustenta que o armamento é legal e pede o arquivamento do inquérito.
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O ex-presidente Jair Bolsonaro, pertencente ao PL, prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal em resposta à apreensão de uma arma de fogo que ocorreu com um de seus seguranças durante uma blitz em Taguatinga. Durante a oitiva, realizada na residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, ele negou qualquer intenção de desrespeitar a legislação vigente. O advogado de defesa, Paulo Cunha Bueno, acompanhou o depoimento e informou que Bolsonaro acionou o militar para ajudar no conserto da arma após notar um problema em seu funcionamento.

A Defesa de Bolsonaro argumenta a legalidade da posse da arma e solicitou o arquivamento do inquérito. Em suas redes sociais, Bueno ressaltou que não houve, em momento algum, a intenção de infringir qualquer norma legal. O advogado também caracterizou o caso como “criminalmente acromático”, indicando a falta de relevância penal na questão.

De acordo com a defesa, as explicações sobre o episódio já tinham sido enviadas anteriormente, por escrito, ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na semana passada. Os advogados afirmam que a pistola apreendida pertence a Bolsonaro e está devidamente registrada. Como não houve qualquer determinação para a suspensão ou cancelamento do registro, a defesa sustenta que a arma poderia permanecer legalmente na residência do ex-presidente.

A apreensão da pistola ocorreu no último dia 15 de junho, durante uma abordagem em uma blitz em Taguatinga. Além da pistola Glock 9mm, os agentes encontraram um carregador sobressalente no veículo. O motorista do carro foi levado à delegacia e informou que estava transportando a arma para providenciar reparos devido a uma pane.

Alexandre de Moraes, ao solicitar esclarecimentos formais da defesa, questionou o motivo pelo qual, às vésperas do término do período de 90 dias de prisão domiciliar concedido humanitariamente, Bolsonaro teria solicitado o reparo do armamento. O ministro está previsto para decidir nesta quinta-feira, dia 25, sobre a possível continuação da prisão domiciliar.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão em um processo relacionado a atos golpistas e está em prisão domiciliar temporária desde 27 de março deste ano.