Rafael Greca, ex-prefeito de Curitiba, manifestou sua recusa ao convite do governador do Estado, Ratinho Junior, para assumir a vice na chapa liderada por Sandro Alex, do PSD. A proposta foi apresentada durante uma reunião realizada no Palácio Iguaçu no dia 22. O governador ofereceu a Greca a vice ou uma vaga ao Senado Federal, sendo que a chapa do PSD já conta com Alexandre Curi, do Republicanos, como candidato ao Senado.
Em resposta ao convite, Greca foi enfático em sua negativa. Em declarações feitas ao site XV Curitiba no dia 23, ele afirmou: “Não. Não aceito. Porque a minha história… Seria uma negação da minha história. Tivesse ele o currículo que eu tenho, eu aceitaria. Não é uma questão de orgulho, é uma questão de experiência e de competência.” Essa posição contrasta com a visão de Sandro Alex, que indicou estar disposto a aceitar o cargo de vice se Greca fosse o cabeça de chapa.
A situação apresenta desafios à articulação política desejada por Ratinho, que almeja contar com Greca como seu vice. Dentro do MDB, existem divisões sobre a melhor maneira de unir as legendas. Alguns membros defendem que a escolha do candidato ao governo seja feita por meio de uma pesquisa de intenção de voto independente, enquanto outros preferem seguir com reuniões pluripartidárias para formular uma chapa que inclua Curi como candidato ao governo e Greca na vice.
A possibilidade de uma chapa Curi/Greca já conta com o apoio de três grandes partidos, mas a confirmação dessa aliança ainda depende de negociações com o governador Ratinho Junior. O cenário político se torna cada vez mais complexo à medida que as partes envolvidas buscam alinhar suas estratégias para as eleições que se aproximam.
Com a recusa de Greca, as articulações para a formação de uma chapa competitiva em outubro ganham novos contornos, evidenciando a necessidade de diálogo entre os partidos e a importância da experiência política no processo eleitoral.
