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Interdição de farmácia em Campo Grande revela irregularidades graves no armazenamento

A Drogaria do Povo, localizada no Bairro Los Angeles, foi interditada após fiscalização que descobriu medicamentos guardados em banheiro. O gerente foi preso e multado em R$ 3.242.
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Durante a fiscalização, equipes da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon) acompanharam a inspeção e constataram a comercialização de remédios psicotrópicos sem a apresentação e retenção de receita médica, além da venda de antibióticos em desacordo com as exigências sanitárias. Os agentes também identificaram práticas inadequadas no armazenamento dos produtos.

Em uma inspeção detalhada, foi encontrado um banheiro desativado sendo utilizado como depósito improvisado para parte dos medicamentos. Os fiscais relataram que as condições do local eram insatisfatórias, comprometendo a qualidade e a segurança dos produtos, o que representa um risco à saúde dos consumidores.

Como resultado das irregularidades, o gerente da drogaria foi preso em flagrante e posteriormente liberado após o pagamento de fiança no valor de R$ 3.242. Além da detenção, a operação levou à apreensão de centenas de caixas de medicamentos, as quais foram recolhidas pela Vigilância Sanitária e deverão ser descartadas conforme os protocolos estabelecidos.

Esta não é a primeira vez que a Drogaria do Povo enfrenta problemas com a fiscalização. Em 2019, o estabelecimento já havia sido interditado por estar envolvido em um esquema de adulteração de datas de validade de medicamentos, onde foram encontradas centenas de etiquetas utilizadas para modificar os prazos de vencimento. Naquela ocasião, também foram apreendidos carimbos de médicos e diversos medicamentos sob investigação.

O caso atual levanta novamente preocupações sobre a fiscalização do comércio farmacêutico e os riscos associados à venda irregular de medicamentos. A Polícia Civil continua a investigar as circunstâncias que levaram às irregularidades encontradas nesta operação, destacando a necessidade de um controle mais rigoroso para proteger a saúde pública.