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Proposta na Câmara visa restringir convocação da Seleção a atletas que jogam no Brasil

Após a eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, um projeto de lei sugere que apenas jogadores que atuam em clubes nacionais possam ser convocados. A proposta também proíbe patrocínios de empresas de apostas esportivas.
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A eliminação da Seleção Brasileira nas oitavas de final da Copa do Mundo, com uma derrota de 2 a 1 para a Noruega, gerou reações no âmbito político, resultando em um projeto de lei na Câmara dos Deputados que propõe mudanças significativas no futebol nacional. A proposta, protocolada na quarta-feira (8), estipula que somente atletas registrados em clubes brasileiros poderão ser convocados para as seleções masculina, feminina e de base. Além disso, a proposta proíbe patrocínios de empresas de apostas esportivas no sistema esportivo nacional.

De acordo com o texto, os jogadores convocados devem estar vinculados a clubes localizados no Brasil e participar de competições oficiais que ocorrem no país. Essa restrição também se aplica à comissão técnica, que deverá ser composta apenas por profissionais brasileiros associados a entidades esportivas nacionais. A única exceção prevista é para partidas amistosas ou promocionais, que poderão ter participação de profissionais estrangeiros mediante autorização do órgão competente.

Outro ponto relevante do projeto é a proibição de contratos de patrocínio, publicidade e outras formas de exposição comercial envolvendo empresas de apostas esportivas ou jogos de azar. Essa vedação se estende a clubes, confederações, federações e outras entidades do sistema desportivo brasileiro. Se a proposta for aprovada, marcas de casas de apostas não poderão mais aparecer em uniformes, centros de treinamento, estádios, transmissões esportivas e campanhas institucionais.

O texto estabelece um prazo de até 180 dias para que contratos em vigor sejam encerrados após a nova lei entrar em vigor. Entidades que não cumprirem as novas regras poderão enfrentar sanções, incluindo a perda de acesso a recursos públicos federais, incentivos fiscais e convênios, além de outras sanções administrativas e desportivas.

Na justificativa da proposta, o autor, o deputado federal Luiz Carlos Hauly (Pode-PR), argumenta que a saída precoce de jogadores para clubes do exterior tem enfraquecido o futebol brasileiro, reduzindo a competitividade dos campeonatos nacionais e diminuindo a identificação da Seleção com os torcedores locais. Ele afirma que limitar as convocações a atletas que atuam no Brasil poderia impulsionar investimentos nos clubes, fortalecer a formação de jogadores e gerar mais empregos no setor.

Durante seu discurso na Câmara, o deputado criticou o desempenho da Seleção na Copa do Mundo, expressando seu descontentamento com a situação. "Basta dessas estrelas que vêm para a Copa do Mundo como vestais e chegam na Copa e fazem o Brasil passar vergonha. Uma Nação inteira, 212 milhões de pessoas, na esperança de 11 jogadores de chuteira. É uma vergonha!" disse Hauly, ressaltando a frustração dos torcedores e a necessidade de mudanças no futebol nacional.