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Negociações sobre tarifas entre Brasil e EUA ainda estão distantes de um acordo

A expectativa de um entendimento entre Brasil e Estados Unidos sobre tarifas de importação parece distante, conforme declarou Jamieson Greer, representante do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, em entrevista. A decisão final está prevista para 15 de julho.
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O representante do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, afirmou que as conversas sobre novas tarifas de importação entre Brasil e Estados Unidos ainda estão longe de um acordo. Greer mencionou que o governo norte-americano deve anunciar uma decisão final nos próximos dias.

Durante uma entrevista à Fox Business, ele destacou que o prazo legal para a conclusão do processo se encerra em 15 de julho, data em que os EUA devem divulgar os resultados das investigações comerciais e decidir sobre a possível aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros. "Esta semana teremos nossa audiência final sobre isso. Tenho conversado com os brasileiros, temos tentado negociar. Acho que ainda há uma distância entre nós", afirmou Greer.

As discussões atuais envolvem duas propostas que estão sendo analisadas pela administração do presidente Donald Trump. Se aprovadas, essas propostas podem elevar a taxação sobre parte das exportações brasileiras, podendo chegar a até 37,5%. Nos dias 6 e 7 de julho, representantes de setores produtivos dos dois países participaram de audiências promovidas pelo USTR para debater a imposição de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.

Enquanto isso, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) optou por não se engajar ativamente nas audiências. Em contrapartida, o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, esteve presente no segundo dia das discussões.

As propostas em análise envolvem investigações conduzidas pelo USTR, sendo uma delas uma tarifa de 25% devido a supostas práticas desleais de comércio, cuja investigação foi aberta em 15 de julho de 2025. A outra proposta prevê a aplicação de 12,5% adicionais em decorrência da alegada ausência de restrições à importação de produtos fabricados com trabalho forçado em condições análogas à escravidão, resultado de uma investigação global.

Caso ambas as propostas sejam aprovadas ao mesmo tempo, alguns produtos brasileiros podem ser submetidos a uma tarifa total de 37,5% ao entrar no mercado dos Estados Unidos.