A primeira-dama Janja da Silva afirmou, em entrevista ao podcast Frente a Frente, que as críticas direcionadas a seus supostos gastos excessivos em viagens internacionais são motivadas por misoginia. A declaração foi feita na manhã desta segunda-feira, 13.
Durante a conversa, Janja ressaltou que a imagem de "gastadeira" frequentemente atribuída a ela por adversários políticos nas redes sociais não reflete sua verdadeira atuação como primeira-dama. Ela classificou essa percepção como um exemplo claro de misoginia que circula nas plataformas digitais.
A primeira-dama explicou que suas viagens oficiais têm como foco a promoção da segurança alimentar e o combate à fome. Janja mencionou seu trabalho com a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, destacando sua recente participação em agendas em Roma, nas quais se reuniu com embaixadores de vários países para discutir projetos voltados à segurança alimentar.
"Viajo, faço muitas visitas, faço relacionamentos. Trago da minha formação e dos meus anos como profissional na área de responsabilidade social e sustentabilidade esse papel de articulação", afirmou. Janja também comentou sobre a necessidade de seguir protocolos de segurança, que exigem que ela viaje em classe executiva.
Em resposta a questionamentos sobre os gastos, Janja enfatizou que os custos de sua comitiva são muitas vezes atribuídos a ela, o que não corresponde à realidade. Ela reforçou que não escolhe viajar em classe executiva por preferência pessoal, mas devido a exigências de segurança impostas pela Polícia Federal.
Janja tem sido alvo de críticas de parlamentares da oposição, especialmente em relação às suas agendas internacionais, que abordam temas como o combate à fome e a violência contra a mulher. Em abril, o Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu arquivar todos os processos que questionavam os gastos e viagens da primeira-dama, concluindo que não foram encontradas irregularidades nas despesas.
