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Campo Grande enfrenta alta demanda por remoção de árvores em meio a falta de maquinário

Com 300 pedidos pendentes para remoção de árvores, Campo Grande vê aumento na demanda por serviços de poda e corte, enquanto a Defesa Civil registra queda de 457 árvores desde o início do ano.
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Os extremos climáticos e o crescimento urbano têm gerado um aumento no número de árvores que caem em Campo Grande. Desde o início do ano, a Defesa Civil Municipal registrou a queda ou corte de 457 árvores, muitas das quais causaram danos a imóveis e veículos. Apesar da gravidade da situação, não houve feridos graves relacionados a essas ocorrências.

Para evitar acidentes, a autorização para poda e remoção de árvores deve ser solicitada à Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Tecnologia e Informação (Semades) por meio da Central do Cidadão ou pelo e-mail arvorecg@gmail.com. Em caso de demora na resposta, a população pode realizar a remoção por conta própria e informar a prefeitura, conforme mudança na Lei de Crimes Ambientais realizada em dezembro do ano anterior, que desobriga a criminalização da medida em áreas privadas e públicas quando o poder público não atua.

Atualmente, cerca de 300 solicitações de autorização para remoção de árvores estão pendentes na Semades. Cada pedido passa por uma análise técnica para verificar a real necessidade da retirada. Quando as árvores estão localizadas em propriedades particulares, a responsabilidade pela remoção recai exclusivamente sobre o proprietário, de acordo com a Semades. Retirar uma árvore que não representa risco pode resultar em multas e penalidades administrativas.

Nos casos de árvores em vias públicas, a execução dos cortes é realizada por uma empresa terceirizada que atende a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep). Este contrato, ativo desde 2024 e com validade até agosto deste ano, possui um valor total de R$ 2.966.660,86, incluindo aproximadamente R$ 1,8 milhão em aditivos. Parte do financiamento para esses serviços provém das taxas de iluminação pública.

Devido à alta demanda, os pedidos são priorizados, especialmente aqueles que envolvem risco imediato. A análise dos pedidos busca identificar situações em que a árvore oferece perigo, como altura e largura excessivas, riscos para os trabalhadores envolvidos, dificuldades no local de plantio e a necessidade de descartar um grande volume de resíduos.

Júnior Salinas, Sargento do Corpo de Bombeiros e empresário do setor de jardinagem há 20 anos, destaca que a remoção de árvores é um serviço que pode ser mais caro quando realizado de forma segura e por profissionais qualificados em arborismo. Ele ressalta que, embora a média de preço para a remoção de árvores de até 10 metros seja de R$ 3 mil, a complexidade do serviço pode elevar os custos. Além disso, ele afirma que, apesar da alteração na legislação, a demanda por podas aumentou nos últimos anos, mas não necessariamente para remoções.