O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou a liberação de emendas parlamentares, totalizando R$ 11,7 bilhões empenhados ao longo do mês de abril. Essa movimentação acontece em um contexto de sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, que está sendo realizada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal nesta quarta-feira, dia 29.
Jorge Messias foi indicado por Lula para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Para ser aprovado, ele requer no mínimo 14 votos na CCJ e, posteriormente, 41 votos no plenário do Senado. O governo acredita contar com 45 votos, o que representa uma margem considerada suficiente para a aprovação de sua indicação.
Os R$ 11,7 bilhões empenhados em emendas parlamentares constituem o quinto maior valor já reservado pelo Executivo em um único mês, sendo superado apenas por dezembro de 2025 (R$ 11,8 bilhões), dezembro de 2020 (R$ 11,8 bilhões), abril de 2024 (R$ 13,4 bilhões) e junho de 2024 (R$ 13,8 bilhões).
Essa aceleração na liberação de emendas ocorreu logo após a confirmação da data da sabatina de Jorge Messias na CCJ. Com essa movimentação, o governo demonstra que os recursos já estão reservados e prontos para serem liberados aos parlamentares.
Até o momento, todos os dez congressistas que mais receberam emendas em abril são senadores. O senador que mais recebeu recursos foi Eduardo Braga (MDB-AM), com um total de R$ 71,79 milhões empenhados. Ele é membro da CCJ e participará da sabatina de Messias nesta quarta.
Entre as bancadas, o Partido Liberal (PL) se destacou como a que mais teve emendas reservadas até agora no ano, com R$ 2 bilhões. Em seguida, está a bancada do União Brasil, com R$ 1,45 bilhão, e o PSD, com R$ 1,42 bilhão. O PT, partido de Lula, ocupa o quarto lugar em reservas de recursos para pagamento em 2026, com R$ 1,31 bilhão.

