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Gino Ferreira pede união política para enfrentar crise no agronegócio

Durante a abertura da 60ª Expoagro, Gino Ferreira destacou a necessidade de soluções políticas para a crise no setor agrícola, que enfrenta endividamento e insegurança jurídica. Ele criticou a distância entre a realidade dos produtores e os dados sobre safra.
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No último sábado (9), o presidente do Sindicato Rural de Dourados, Gino Ferreira, deu início à 60ª Expoagro, realizada no Parque de Exposição João Humberto de Carvalho, em Dourados. No evento, Ferreira abordou as dificuldades financeiras que o setor agrícola enfrenta, incluindo o crescente endividamento de cooperativas e fornecedores de insumos, além da alta carga tributária que compromete a propriedade dos produtores.

O dirigente enfatizou a importância da união entre as autoridades políticas para assegurar o direito de propriedade e mitigar conflitos agrários em Mato Grosso do Sul. Em seu discurso, Ferreira alertou sobre o risco de que a terra produtiva caia nas mãos de um “sistema sedento por lucros”, caso medidas eficazes não sejam adotadas. "As autoridades políticas precisam unir forças na busca por uma solução para a dívida do agricultor", afirmou.

Ferreira destacou a discrepância entre os números de safra recorde divulgados pelo Governo Federal e a realidade enfrentada pelos agricultores, que lidam com um cenário de endividamento crescente e dificuldades em honrar compromissos financeiros. Ele mencionou que muitos produtores estão recorrendo à Justiça na esperança de proteger suas terras, que cultivam diariamente.

O presidente do Sindicato Rural também apontou a necessidade urgente de intervenção governamental para evitar a transferência de propriedades produtivas ao sistema financeiro devido à incapacidade de pagamento. O aumento excessivo dos custos de produção foi citado como um fator que impacta a rentabilidade e inviabiliza o custeio das atividades agrícolas.

Outro ponto abordado por Ferreira foi a questão das invasões de terras particulares, que ele classificou como uma “problemática crônica”. O dirigente criticou a falta de ação governamental e pediu um posicionamento mais firme do Poder Judiciário para garantir o respeito às escrituras emitidas pela União.

Além disso, ele denunciou que a classe produtora está sendo alvo de narrativas que alegam a existência de extensas áreas como territórios indígenas, o que tem resultado em destruição de lavouras e furtos de gado. Ferreira elogiou a atuação da Polícia Militar Rural e da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública no combate a essas ocupações irregulares.