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Paraguai registra três novos casos de hantavírus em 2026

Três homens foram diagnosticados com hantavírus No Paraguai em 2026. Dois residem em Boquerón e um em Presidente Hayes, na região de Chaco. País contabiliza 110 casos da doença entre 2020 e 2025.
O rato é um transmissor da doença. (Foto: Freepik)
O rato é um transmissor da doença. (Foto: Freepik)

Em 2026, o Ministério da Saúde Pública e Bem-Estar Social do Paraguai confirmou três casos de hantavírus. Todos os pacientes diagnosticados são homens, sendo que dois deles vivem em Boquerón e um em Presidente Hayes, ambos na região de Chaco.

O hantavírus é transmitido por roedores, com o camundongo doméstico (Callomys laucha) sendo o principal vetor identificado No Paraguai. A infecção ocorre por meio da exposição a sangue, secreções e excrementos dos roedores, com a transmissão aos humanos se dando principalmente pela aspiração de partículas contaminadas. Também é possível a contaminação por mordidas de roedores ou por feridas na pele e membranas mucosas.

A região de Chaco é classificada como área de circulação do hantavírus entre os roedores, e há relatos de casos isolados em localidades da Região Leste, como Concepción e Itapúa. Jovens e adultos do sexo masculino são os mais afetados, especialmente em decorrência de atividades realizadas em ambientes rurais e silvestres.

Entre 2020 e 2025, o Paraguai registrou um total de 110 casos de hantavírus, dos quais 73% foram localizados em Boquerón. A maior parte dos diagnósticos, cerca de 85%, foram realizados em homens, e a faixa etária mais atingida foi a de 20 a 39 anos, correspondendo a 62% dos casos. A taxa de letalidade cumulativa é de 14%, com casos distribuídos da seguinte forma: 80 em Boquerón, 20 em Presidente Hayes, 8 em Alto Paraguai, e um caso isolado em Concepción e Itapúa.

No Brasil, até o momento, foram identificados sete casos da doença, sendo dois confirmados no Paraná, em Pérola d’Oeste e Ponta Grossa. O Ministério da Saúde esclareceu que esses casos não estão relacionados ao cenário internacional monitorado pela OMS (Organização Mundial da Saúde). No ano de 2025, foram registrados 35 casos no país.

O ministério também informou que não há evidências da circulação do genótipo Andes No Brasil, variante que é observada na transmissão interpessoal na Argentina e no Chile. A doença é de notificação compulsória No Brasil há mais de 20 anos, o que possibilita o monitoramento contínuo dos casos e dos genótipos virais em circulação.