Essa alteração na equipe acontece após a divulgação de áudios e mensagens que revelaram uma negociação de R$ 134 milhões entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro Para o financiamento do filme "Dark Horse", que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Marcello Lopes, amigo pessoal de Flávio, já fazia parte da equipe de pré-campanha, tendo sido oficialmente designado para o cargo em 12 de maio.
Em comunicado, a equipe do senador informou que Lopes se reuniu com Flávio nesta quarta-feira e decidiu que não poderia mais colaborar com a campanha. A nota destaca que a decisão foi tomada em comum acordo, ressaltando que o publicitário optou por focar em seus próprios negócios e que retornará aos Estados Unidos para atender compromissos familiares.
Nos bastidores do PL, Marcello Lopes enfrentava críticas pela maneira como gerenciou a comunicação do senador, especialmente em um momento tão delicado. Membros do partido notaram um desgaste crescente desde a veiculação de um vídeo em que Flávio tentava esclarecer sua relação com Vorcaro, divulgado no mesmo dia da denúncia. Esse desgaste foi amplificado por entrevistas onde o senador foi pressionado por jornalistas a se pronunciar sobre o caso.
O novo marqueteiro, Eduardo Fischer, chega com a responsabilidade de tentar estabilizar a imagem do senador e reverter a crise que se instaurou. O coordenador da pré-campanha presidencial, senador Rogério Marinho, elogiou Fischer, qualificando-o como "o publicitário mais premiado do Brasil". Marinho expressou a expectativa de que a comunicação da campanha se torne mais profissional e eficaz a partir de agora.
A alta cúpula do PL está ciente de que a candidatura de Flávio Bolsonaro não suportaria mais desgastes. O escândalo envolvendo o Banco Master tem impactado negativamente a reputação do pré-candidato, que vem enfrentando uma queda nas pesquisas de intenção de voto. De acordo com a mais recente pesquisa, divulgada nesta quarta-feira (20) pela Vox Brasil, Flávio perdeu 5,7 pontos percentuais desde o vazamento das mensagens. Em contrapartida, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu principal concorrente na corrida presidencial, registrou um crescimento de 6,6%.
