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Benjamin Netanyahu anuncia candidatura nas eleições israelenses após conflitos em Gaza

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, confirmou sua candidatura nas eleições programadas para outubro de 2023. A decisão ocorre após críticas e um intenso desgaste político em meio ao recente conflito na Faixa de Gaza.
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O partido Likud anunciou na quarta-feira (10) que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu será candidato nas eleições de Israel, que estão agendadas para outubro. O comunicado foi feito após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar que não tinha certeza se Netanyahu pretendia concorrer a um novo mandato.

Em declaração oficial, o Likud expressou confiança na vitória de Netanyahu, afirmando que ele vencerá o pleito "com a ajuda de Deus". A manifestação do partido surgiu após Jonathan Karl, correspondente-chefe da ABC News, compartilhar na rede social X um comentário de Trump sobre o futuro político do líder israelense, que questionou: "Ele teve uma carreira extraordinária. Será que quer continuar?".

As eleições deste ano marcam a primeira votação em Israel desde os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023, considerados a maior falha de segurança da história do país e que desencadearam a guerra na Faixa de Gaza. Netanyahu tentará conquistar um novo mandato sob intensa pressão e críticas, especialmente em um cenário de desgaste político.

Desde dezembro de 2022, Netanyahu lidera uma coalizão governamental considerada a mais à direita da história israelense. Contudo, pesquisas recentes indicam que 61% da população acredita que ele não deveria concorrer à reeleição. Outros levantamentos também apontam dificuldades para que sua base consiga obter a maioria no Parlamento.

O premiê entra na disputa eleitoral enfrentando acusações de corrupção, que ele nega, e ainda lidando com manifestações contra sua gestão que já ocorriam antes da escalada dos conflitos em Gaza, Líbano e Irã.

A confirmação da candidatura de Netanyahu ocorre em um contexto de relações complexas entre ele e Trump, que alternam entre apoio e pressão diplomática. Trump tem instado Israel a moderar suas operações militares no Líbano enquanto busca avanços nas negociações com o Irã. Recentemente, Trump revelou ter chamado Netanyahu de "completamente maluco" durante uma conversa telefônica, embora tenha destacado que sua relação com o primeiro-ministro israelense continua boa.