O pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado, membro do PSD, expressou críticas contundentes a políticos que, segundo ele, estão "contaminados" pelo escândalo associado ao ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. Durante sua fala na 27ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, realizada no dia 20, Caiado não mencionou diretamente o senador Flávio Bolsonaro, mas deixou claro seu descontentamento com a situação.
Caiado afirmou que "a pessoa contaminada não tem estatura para sentar na cadeira da presidência da República". Ele destacou que Vorcaro estava comprometendo a integridade das instituições, levando a uma "desordem institucional" que afeta a confiança nas autoridades. O ex-governador de Goiás enfatizou que a situação atual faz com que as pessoas fiquem incertas sobre em quem podem confiar, dado o envolvimento de órgãos como o Supremo e o Congresso Nacional em escândalos.
Essas declarações de Caiado surgem em meio a uma forte repercussão negativa em relação a áudios e mensagens que revelaram uma negociação de R$ 134 milhões entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, destinada a financiar o filme "Dark Horse", que aborda a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na corrida presidencial, Caiado é visto como um aliado tradicional da família Bolsonaro e busca conquistar o eleitorado da direita, onde também compete com Flávio Bolsonaro e Romeu Zema, do Novo. O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, também se manifestou sobre o envolvimento de Flávio com Vorcaro. Após a divulgação dos áudios, Zema publicou um vídeo em suas redes sociais, descrevendo o conteúdo como "imperdoável" e um "tapa na cara dos brasileiros".
Entretanto, Zema posteriormente recuou de suas críticas, negando qualquer rompimento com Flávio Bolsonaro e afirmando que ambos estarão juntos em um possível segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.
