A primeira-dama Janja da Silva fez uma forte crítica ao movimento red pill nesta quinta-feira (21), durante a abertura da 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, evento realizado em Aracruz, no Espírito Santo. O encontro reuniu aproximadamente 870 representantes da cultura popular e foi promovido após um hiato de 12 anos. Janja destacou que as mensagens veiculadas por esses grupos nas redes sociais não representam a realidade desejada para o Brasil.
"A realidade que o red pill fala lá na internet não é a realidade em que nós acreditamos, não é o Brasil que nós queremos", afirmou a primeira-dama, reiterando sua visão sobre o impacto negativo desses conteúdos na sociedade.
Janja também enfatizou a necessidade de os espaços culturais atuarem na mudança de mentalidades, especialmente entre adolescentes de 12 e 13 anos, que, segundo ela, estão mais vulneráveis a esse tipo de mensagem de ódio, frequentemente consumida através de dispositivos móveis.
Além disso, na quarta-feira (20), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou dois decretos visando a restrição de conteúdos nocivos em plataformas digitais, como parte de uma estratégia para combater a violência contra as mulheres. Entre as novas regras, destaca-se a obrigatoriedade de remoção de imagens íntimas divulgadas sem consentimento em até 2 horas após notificação, além da criação de mecanismos para lidar com deepfakes sexuais gerados por inteligência artificial.
Essas iniciativas foram apresentadas durante uma reunião que celebrou os 100 dias do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, que ocorreu no Palácio do Planalto. Na mesma ocasião, Lula também assinou quatro projetos de lei relacionados à proteção das mulheres.
Durante o evento, Janja voltou a abordar o fenômeno do red pill, questionando os presentes sobre seu conhecimento sobre o tema, e descrevendo o movimento como parte da chamada “machosfera”, que engloba narrativas misóginas disfarçadas de entretenimento, sendo amplamente divulgadas entre os jovens nas redes sociais, especialmente no TikTok. A primeira-dama ainda revelou que o assunto lhe provoca pesadelos, destacando a gravidade que atribui a essa problemática.
