Os índices da Bolsa de Valores de Nova York encerraram o segundo trimestre de 2026 com resultados que marcam um dos períodos mais robustos para os mercados financeiros americanos desde a recuperação após a pandemia de Covid-19.
O S&P 500, índice que representa 500 das maiores empresas dos Estados Unidos e serve como a principal referência do mercado acionário, teve um crescimento de 14,9% entre abril e junho. Esse resultado é o melhor desempenho trimestral desde 2020, quando os mercados estavam em processo de recuperação das perdas significativas causadas pela pandemia.
No acumulado de 2026, o índice já apresenta uma valorização total de 9,55%. Esse resultado surpreendeu especialistas, especialmente em um período marcado por eventos que poderiam gerar instabilidade financeira, como o aumento das tensões no Oriente Médio, a volatilidade nos preços do petróleo e incertezas sobre a política monetária nos Estados Unidos.
O Dow Jones Industrial Average, que inclui 30 grandes empresas americanas, também teve um bom desempenho, acumulando uma alta de 8,85% nos primeiros seis meses do ano, representando o melhor primeiro semestre desde 2021. O Nasdaq, focado em empresas de tecnologia, subiu cerca de 12,8% no mesmo período, refletindo a confiança dos investidores no setor tecnológico.
A principal razão para essa valorização das bolsas é a crescente demanda global por inteligência artificial. Desde a popularização de ferramentas de IA generativa, bilhões de dólares têm sido direcionados para a infraestrutura necessária para suportar essa nova fase da economia digital, envolvendo empresas, governos e investidores.
Nesse contexto, o Philadelphia Semiconductor Index (SOX), que acompanha as principais empresas do setor de semicondutores nos Estados Unidos, registrou seu melhor trimestre da história. O setor continua em ascensão, embora haja discussões sobre se as valorizações recentes refletem expectativas excessivamente otimistas quanto aos futuros lucros.
