A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) indiciou Estácio Leite da Silva Filho, segurança do ex-presidente Jair Bolsonaro, após ele ser flagrado em uma blitz portando uma arma de fogo de uso restrito. O indiciamento pode implicar na responsabilidade do segurança pelo crime de posse ou porte de arma de fogo.
O ex-presidente Jair Bolsonaro não foi indiciado pela PCDF, que concluiu não haver evidências de conduta dolosa ou crime relacionado à posse ilegal da arma. A defesa de Bolsonaro e o segurança alegaram que a arma estava sendo transportada para manutenção, justificativa que foi considerada pela polícia na apuração do caso.
O incidente atraiu a atenção do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que indagou à Polícia Civil sobre a possibilidade de haver falta grave por parte de Bolsonaro. No entanto, a Procuradoria-Geral da República (PGR) recomendou que a avaliação da responsabilidade do ex-presidente fosse feita após o indiciamento do segurança.
O desdobramento do caso da arma pode ser crucial para determinar a situação judicial de Bolsonaro, que atualmente se encontra em prisão domiciliar. A decisão a respeito da prorrogação da liminar que concedeu a prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente está pendente. O prazo para essa liminar se encerrou na última semana, e o ministro Moraes ainda não se manifestou sobre a continuidade da medida.
Em reunião realizada na última terça-feira (30) com representantes da defesa de Bolsonaro, Moraes discutiu a prorrogação da prisão domiciliar, mas não divulgou um parecer sobre o assunto após o encontro. A análise do indiciamento do segurança pode influenciar diretamente a decisão sobre a liberdade do ex-presidente, que se encontra em uma situação jurídica delicada.
