O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a reunião bilateral realizada nesta quinta-feira (7), na Casa Branca, em Washington. Em um ambiente cordial, Trump descreveu Lula como um "homem bom e inteligente", ressaltando a importância do diálogo entre os dois países.
"Não tivemos acordo, mas tivemos uma ótima reunião com o presidente do Brasil. Estamos fazendo muitos negócios e vamos aumentar esse comércio. Falamos sobre tarifas. Eles gostariam de algum alívio nas tarifas. Mas tivemos uma reunião muito boa. Ele é um sujeito bom. Um sujeito inteligente", afirmou Trump em conversa com jornalistas após o encontro.
Essa reunião, que se deu no Salão Oval, foi marcada por discussões sobre temas relevantes, incluindo a mineração de elementos raros, um setor em que o Brasil possui a segunda maior reserva do mundo, mas que ainda não é plenamente explorado. Lula destacou que a questão da exploração mineral é uma questão de soberania nacional e mencionou a concorrência com países como China e Estados Unidos como potenciais parceiros no setor.
Além disso, foram discutidas as tarifas de produtos brasileiros no mercado norte-americano, com Lula defendendo uma análise sobre a taxação. O presidente brasileiro mencionou que, embora Trump tenha argumentado sobre taxas de 12% sobre produtos americanos no Brasil, a média de imposto cobrado pelo Brasil sobre produtos dos EUA é de apenas 2,7%. "Ele Trump sempre acha que nós cobramos muito imposto. Argumentei para ele: 'Não, a média do imposto que nós cobramos de vocês é 2,7%, apenas 2,7%'. Mas ele continua teimando", declarou Lula.
Lula também sugeriu a Trump a realização de uma reunião entre as áreas comerciais dos dois países em junho, demonstrando a disposição do Brasil em revisar qualquer sobretaxação que possa existir. Durante a conversa, a intenção dos EUA de classificar facções criminosas brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), como terroristas não foi abordada.
Este encontro marca a sexta visita de Lula à Casa Branca em sua trajetória como presidente, refletindo a continuidade das relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, apesar de especulações anteriores sobre um possível esfriamento nas relações bilaterais.
