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Terreno abandonado causa preocupação entre moradores de Campo Grande

Um terreno no Bairro Santa Carmélia, abandonado há dois anos, gera insegurança e riscos à saúde dos moradores. Denúncias apontam uso do espaço por usuários de drogas e episódios de violência.
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Um terreno localizado no Bairro Santa Carmélia, em Campo Grande, tem sido motivo de apreensão para os moradores da região. Abandonado há dois anos, o espaço se transformou em um ponto de encontro para usuários de drogas e já foi palco de violência, segundo relatos de residentes locais.

A auxiliar administrativa Laura Cristina, de 50 anos, destaca que a área, situada na Rua Terlita Garcia e em frente à UBS (Unidade Básica de Saúde), tem trazido insegurança para quem circula nas proximidades. Ela menciona que agentes de saúde já realizaram notificações sobre a situação, mas nenhuma ação efetiva foi tomada. "Já notificaram o terreno, mas não vira nada", afirma Laura.

A demolição da construção anterior deixou apenas escombros, e a falta de limpeza e fiscalização tornou o local um foco de transtornos. "O terreno tornou-se ponto frequente de entrada e permanência de usuários de drogas, gerando insegurança e medo para moradores, pacientes, funcionários e demais pessoas que circulam diariamente nas proximidades", relata a moradora.

Além disso, Laura Cristina menciona um episódio de agressão a uma mulher no local, evidenciando a gravidade da situação. "Já houve, inclusive, ocorrência de violência contra uma mulher dentro do local, o que demonstra a gravidade da situação e o risco que esse ambiente abandonado representa. Eles brigaram e a mulher saiu de lá arrebentada", conta.

Outro problema enfrentado pela comunidade é o uso do terreno como banheiro a céu aberto, o que provoca um mau cheiro constante. A falta de manutenção também contribui para a proliferação de animais e insetos peçonhentos, que invadem as residências vizinhas, colocando em risco a saúde de moradores, especialmente crianças e idosos.

A reportagem buscou um posicionamento da Prefeitura de Campo Grande sobre a situação do terreno, mas até o momento não houve retorno. Enquanto isso, o espaço permanece aberto, gerando preocupação contínua entre a população local.