A última semana de abril de 2026 marcou o pior desempenho da liberdade de imprensa em 25 anos, de acordo com o ranking divulgado pela Repórter Sem Fronteiras (RSF). O Brasil, que ultrapassou Os Estados Unidos pela primeira vez, é um dos países que mais sofreu com a violência contra os jornalistas.
A análise mais detalhada está na newsletter Farol Jornalismo. A Noruega continua em primeiro lugar no ranking, enquanto o Brasil, que caiu sete posições no primeiro ano do segundo mandato de Donald Trump, ultrapassou Os Estados Unidos pela primeira vez.
A Argentina, que caiu 11 posições no último ano, não é coincidência, é método, conforme discutimos em artigo publicado no final de 2025, Violência contra jornalistas na América do Sul: Argentina e Brasil (2008 a 2024).
O estudo, que incluiu a literatura sobre o tema e relatórios de violência contra jornalistas na Argentina e no Brasil, nos debruçamos na literatura sobre o tema, bem como sobre relatórios de violência contra jornalistas na Argentina e no Brasil para entendermos como os números se comportavam ao longo dos anos.
Há picos evidentes na pré-campanha de Milei à presidência, bem como no ano de eleição de Jair Bolsonaro no Brasil e anos subsequentes do seu mandato, quando alcançamos estatísticas nunca vistas.
O bom resultado do Brasil no ranking da RSF neste ano deve-se em parte a não termos a maior autoridade política do país emitindo discursos estigmatizantes aos profissionais da imprensa o tempo todo, ensinando e incentivando a população a fazer o mesmo, com consequências às vezes imprevisíveis.
