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Prefeitura de Campo Grande realiza troca de fiscais após operação de investigação

Dois fiscais da Construtora Rial, investigados na Operação Buraco Sem Fim, foram exonerados pela Prefeitura de Campo Grande. As mudanças ocorrem em meio a uma auditoria em contratos da empresa, que possui R$ 147.621.717,54 em contratos ativos.
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A Prefeitura de Campo Grande promoveu a substituição de dois fiscais envolvidos na fiscalização de contratos com a Construtora Rial, que é alvo de investigações relacionadas à Operação Buraco Sem Fim. A empresa, que tem contratos ativos que totalizam R$ 147.621.717,54, está sendo investigada por suspeitas de fraudes em obras de tapa-buracos e pavimentação na Capital.

Edivaldo Aquino Pereira, que ocupava o cargo de coordenador do serviço de tapa-buracos na Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), e Mehdi Talayeh, engenheiro e servidor comissionado, foram exonerados de suas funções na última semana após a prisão decorrente da operação. As exonerações foram publicadas no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) no dia 18 de setembro.

As mudanças ocorreram logo após a prefeita Adriane Lopes ter anunciado uma auditoria nos contratos e pagamentos relacionados a empresas investigadas pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). A nova fiscalização será liderada por Débora dos Santos Barbosa, que assume a função principal, enquanto Tiago Luander Ferreira de Almeida entra na posição de fiscalização substituta, ocupando o lugar de Mehdi Talayeh.

O secretário-adjunto da Sisep, Paulo Eduardo Cançado Soares, foi o responsável pela assinatura das resoluções, que têm data retroativa a 13 de maio. Os fiscais têm a incumbência de monitorar, orientar e controlar a execução dos contratos estabelecidos pela Secretaria, que incluem serviços como manutenção de pavimento asfáltico, recomposição de capa asfáltica e recuperação estrutural em várias regiões da cidade.

Entre as áreas afetadas pelos contratos supervisionados pelos fiscais estão os bairros Bandeira, Anhanduizinho, Imbirussu e Segredo, sendo que apenas o lote da região do Segredo representa um valor de R$ 23,6 milhões. A Operação Buraco Sem Fim investiga indícios de direcionamento, superfaturamento e outras irregularidades em contratos de obras públicas, com a Construtora Rial figurando entre as empresas mencionadas nas apurações do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Após a realização da operação, a prefeita Adriane Lopes destacou a importância da revisão dos contratos e da auditoria interna, que abrangerá as medições, a execução dos serviços e os pagamentos efetuados pela Prefeitura relacionados às empresas sob investigação.