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Polícia Federal investiga festas de Daniel Vorcaro em busca de mulheres participantes

A Polícia Federal está em busca de mulheres que estiveram nas festas organizadas pelo empresário Daniel Vorcaro, com o objetivo de apurar possíveis casos de exploração sexual. As investigações seguem em paralelo à Operação Compliance Zero.
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A Polícia Federal (PF) está realizando uma investigação para identificar mulheres que participaram de festas organizadas por Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. O objetivo é verificar se essas reuniões, que incluíam tanto brasileiras quanto estrangeiras, estavam ligadas a uma rede de exploração sexual.

As investigações ocorrem juntamente com a Operação Compliance Zero, que busca esclarecer a dinâmica das festas. Documentos obtidos pela PF indicam que Vorcaro utilizava esses eventos para se conectar com autoridades. Mensagens trocadas pela proprietária de uma casa em Trancoso (BA), onde uma das festas foi realizada, revelam que ela estava insatisfeita com a situação do evento. Em uma mensagem, ela descreve a presença excessiva de prostitutas e reclama da quantidade de convidados, que superou o acordado.

As mensagens revelam um cenário preocupante, onde a proprietária se queixa: "O Vorcaro encheu a minha casa de putas. Ele, amigos e muitas putas! Desde antes de ontem, reclamações por causa do som acima do permitido. Ontem foi pior". Essa situação reflete a natureza das festas, que, , faziam parte de sua estratégia de negócios. Em uma conversa com sua então noiva, Martha Graeff, ele menciona: "Fazia parte do meu business. Nunca te escondi o que fiz, e por que fiz. Fiz festa com 300 desse tipo", afirmando que a presença de prostitutas era uma prática comum em seus eventos.

O evento, denominado Cine Trancoso, contava com a presença de figuras proeminentes dos Três Poderes, incluindo representantes do Executivo do Governo Bolsonaro e do mercado financeiro. Foi estabelecido um rigoroso controle de segurança, que proibia a entrada de celulares e utilizava detectores de metal. No entanto, Vorcaro também implementou um sistema de vigilância interna com câmeras, alegando que isso era para garantir a segurança do local.

Em fevereiro deste ano, o Ministério Público (MP) e o Tribunal de Contas da União (TCU) solicitaram a abertura de investigações para identificar quais autoridades estavam presentes nas festas. A responsabilidade agora recai sobre o TCU, que deverá investigar se houve financiamento por parte de algum órgão para as viagens ao evento ‘Cine Trancoso’.