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ONU solicita revisão da política migratória dos EUA em meio à Copa do Mundo

A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu uma reavaliação da política migratória dos Estados Unidos, após a negativa de entrada de participantes da Copa do Mundo. A situação levanta preocupações sobre Direitos Humanos e dignidade.

Volker Türk, alto comissário da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, manifestou a necessidade de uma revisão profunda da política migratória dos Estados Unidos, especialmente no contexto da Copa do Mundo de 2026. Durante uma coletiva de imprensa, Türk enfatizou a importância de considerar como as medidas de controle de imigração impactam os Direitos Humanos e a dignidade das pessoas. Sua declaração ocorre em um cenário de crescente tensão, onde oficiais da competição têm enfrentado barreiras para entrar no país.

No dia 8 de junho, o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan foi impedido de entrar nos Estados Unidos, apesar de possuir um visto válido. Artan, reconhecido como o melhor árbitro do ano pela Confederação Africana de Futebol em 2025, deveria ser o primeiro somali a arbitrar em um Mundial da FIFA. A negativa de entrada não foi explicada em detalhes pelas autoridades de imigração, que apenas mencionaram questões relacionadas aos antecedentes do árbitro.

O Departamento de Segurança Interna dos EUA informou que, após a inspeção, Artan foi considerado inadmissível, mas não forneceu informações adicionais sobre a natureza das questões que levaram à sua exclusão. A FIFA, em resposta à situação, declarou que não possui influência sobre as decisões de imigração do país anfitrião e que essa competência é exclusiva dos Estados Unidos, que junto com o México e o Canadá, sediará o evento em 2026.

A negativa de entrada de Artan é emblemática de um padrão mais amplo de restrições que afetam cidadãos de países com políticas de imigração mais rigorosas, estabelecidas durante a presidência de Donald Trump. A Somália, por exemplo, está entre as nações cujos cidadãos enfrentam restrições severas ao tentarem viajar para os EUA.

Adicionalmente, a Seleção do Senegal e a delegação do Uzbequistão também relataram experiências semelhantes ao chegar aos Estados Unidos. Ambas as delegações foram submetidas a inspeções rigorosas, incluindo revistas com cães farejadores, o que gerou críticas sobre a forma como as autoridades tratam os atletas estrangeiros.

Diante desse contexto, a ONU reiterou a urgência de reavaliar as políticas que, , devem ser revistas à luz dos princípios de Direitos Humanos, especialmente em um momento em que o mundo se volta para a celebração do esporte na Copa do Mundo.