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Justiça Eleitoral Cessa Mandato de Vereador Eleito em MS por Compra de Votos

Decisão da Justiça Eleitoral cassa mandato de vereador eleito em Corumbá, Mato Grosso do Sul, por compra de votos durante campanha eleitoral.
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A Justiça Eleitoral cassou o mandato de um vereador eleito em Corumbá, Mato Grosso do Sul, após reconhecer a prática de compra de votos durante a campanha eleitoral. A decisão foi proferida pela 7ª Zona Eleitoral e atende ação apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Além da perda do diploma, o parlamentar foi condenado ao pagamento de multa no valor de R$ 53.205,00. A sentença também determinou a nulidade dos votos recebidos pelo candidato e a realização de nova totalização eleitoral, o que pode alterar a composição da Câmara Municipal de Corumbá.

As investigações identificaram movimentações financeiras em espécie durante o período eleitoral e reuniram documentos considerados relevantes para a comprovação das irregularidades. Entre os materiais analisados pela Justiça estão recibos manuscritos, registros de pagamentos, anotações com nomes e dados de eleitores e informações extraídas de aparelhos eletrônicos apreendidos durante as diligências.

De acordo com a sentença, também foram verificadas inconsistências entre os valores movimentados pela campanha e aqueles oficialmente declarados na prestação de contas eleitoral. Na decisão, o magistrado destacou que a entrega de dinheiro a eleitores em troca de apoio político compromete a legitimidade do processo democrático e viola a igualdade de condições entre os candidatos.

O entendimento da Justiça Eleitoral foi de que, para caracterizar a captação ilícita de sufrágio, não é necessário haver pedido explícito de voto, bastando a comprovação de que a conduta tinha finalidade eleitoral. A ação foi conduzida inicialmente pelo promotor de Justiça Rodrigo Correa Amaro. Atualmente, o caso é acompanhado pela promotora de Justiça Viviane Zuffo Vargas, que afirmou que a atuação do MPMS busca garantir a lisura do processo eleitoral e combater práticas que interfiram na liberdade de escolha do eleitor.

O caso foi conduzido inicialmente pelo promotor de Justiça Rodrigo Correa Amaro e agora é acompanhado pela promotora de Justiça Viviane Zuffo Vargas, que afirmou que a atuação do MPMS busca garantir a lisura do processo eleitoral e combater práticas que interfiram na liberdade de escolha do eleitor.