No último domingo (12), o Irã realizou uma série de ataques direcionados a alvos associados aos Estados Unidos localizados Na Jordânia, Kuwait, Omã e Catar. Essa ação foi uma resposta à nova ofensiva americana contra o território iraniano. A Guarda Revolucionária do Irã também declarou o fechamento do Estreito de Ormuz, informando que atingiu instalações militares e de suporte empregadas por forças americanas em quatro países.
De acordo com o governo do Catar, as defesas aéreas interceptaram mísseis, embora três pessoas, incluindo uma criança, tenham ficado feridas devido a estilhaços. Na Jordânia, a agência estatal reportou que três mísseis iranianos causaram danos materiais leves, sem vítimas registradas. Nos Emirados Árabes Unidos, as autoridades afirmaram que sistemas de defesa detectaram drones e projéteis vindos do Irã, confirmando que as ameaças não penetraram o espaço aéreo do país. O Bahrein também acionou sirenes de alerta em resposta à situação.
Esses ataques representam uma nova fase na escalada do conflito entre Teerã e Washington. No dia anterior (11), o Comando Central dos Estados Unidos anunciou que atingiu 140 alvos militares iranianos em uma nova rodada de bombardeios, totalizando mais de 300 instalações atacadas em três noites. O Pentágono explicou que o objetivo da ofensiva era diminuir a capacidade do Irã de ameaçar embarcações comerciais e militares que transitam pelo Estreito de Ormuz.
A imprensa estatal iraniana relatou que os bombardeios americanos afetaram áreas no sul do Irã, como Bandar Abbas, Sirik, Jask e a ilha de Qeshm, além da província de Khuzistão. Segundo as agências Mehr e Tasnim, um militar da Marinha iraniana perdeu a vida durante a ofensiva. Em retaliação, Teerã anunciou que o Estreito de Ormuz seria fechado, afirmando que embarcações que não respeitarem as restrições poderão ser interceptadas.
Neste domingo (12), um navio foi atingido por um ataque a cerca de 17 quilômetros da Península de Musandam, em Omã, resultando em um incêndio e na evacuação da tripulação. As autoridades omanenses informaram que 23 tripulantes foram resgatados, enquanto uma pessoa permanece desaparecida.
Apesar das negociações entre Irã, Omã e uma delegação do Catar para discutir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, as tentativas de mediação perderam força recentemente. O cessar-fogo firmado entre Washington e Teerã em 17 de junho também se deteriorou após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar o fim do acordo e intensificar os ataques contra o Irã.
