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Republicanos enfrenta dificuldades para apoiar Flávio Bolsonaro na corrida presidencial

Caciques do Republicanos avaliam a possibilidade de apoiar Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto como mais complicada. O partido nega negociações para apoio em troca de uma vaga no Supremo Tribunal Federal.
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Caciques do Republicanos consideram que a chance de o partido apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL) em sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto se tornou mais difícil. Interlocutores da legenda expressam incômodo com uma nota do jornalista Lauro Jardim, que sugeria um possível apoio em troca de uma vaga no Supremo Tribunal Federal.

Um membro da cúpula do partido, que preferiu não ser identificado, afirmou que a situação atual "dificulta muito" a formação de uma aliança. Diante desse cenário, a neutralidade passou a ser vista como a opção mais viável para evitar interpretações de que haveria "outros interesses" envolvidos em um eventual apoio. A indefinição da sigla já havia sido antecipada, especialmente considerando que Tarcísio de Freitas (Republicanos), aliado de Flávio, é o principal candidato.

No último domingo, o Republicanos emitiu uma nota oficial na qual nega qualquer apoio a Flávio Bolsonaro e também desmente negociações relacionadas a uma vaga na Suprema Corte. O texto, assinado pelo presidente nacional do partido, Marcos Pereira (SP), revela que ele não mantém conversas com Flávio há mais de um mês e que as discussões anteriores foram "inconclusivas". Pereira também expressou "frustração" com o senador ao ter acesso a resultados de uma pesquisa que o partido encomendou.

Levantamentos internos do Republicanos indicam que, neste momento, a posição de neutralidade é a preferida entre os dirigentes da legenda. Outro aspecto que gerou descontentamento entre os líderes do partido foi a possibilidade de a economista Daniella Marques, recém-filiada, ocupar a posição de vice na chapa de Flávio Bolsonaro. Para muitos integrantes, ela não possui potencial suficiente para aumentar a votação da chapa.

Além disso, nos bastidores, dirigentes demonstraram incômodo com as especulações que surgiram durante a pré-campanha. A decisão final sobre a posição do Republicanos será tomada na convenção nacional do partido, agendada para o final deste mês.

Conforme informações anteriores, o Progressistas (PP) deve também anunciar sua neutralidade em relação à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto. Essa decisão implica que a chapa de Flávio ficará sem o apoio formal do União Brasil, que é federado ao PP na União Progressista. Um dos fatores determinantes para essa posição é a influência do presidente nacional do PP, Ciro Nogueira.