Jonemar Ramos Machado, de 47 anos, foi sentenciado a 27 anos, 9 meses e 23 dias de prisão pela morte de sua esposa, Vanderli Gonçalves dos Santos, de 48 anos. O feminicídio ocorreu em 27 de novembro de 2024, na Aldeia Jaguapiru, em Dourados, onde Jonemar disparou um tiro na cabeça da vítima.
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) informou que o Conselho de Sentença aceitou a denúncia, reconhecendo que Jonemar agiu com intenção de matar. O crime foi motivado por ciúmes e um comportamento possessivo do réu, que discutiu com Vanderli antes de cometer o ato. No dia seguinte ao feminicídio, durante uma tentativa de fuga, ele também disparou contra investigadores da Polícia Civil.
A condenação leva em conta o histórico criminal de Jonemar, que possui ao menos 17 passagens pela polícia. Os registros incluem crimes como tráfico de drogas, homicídio, lesão corporal, e calúnia, além de ser investigado como chefe do tráfico em uma aldeia.
Após o disparo, Jonemar tentou fugir em uma caminhonete e passou a noite consumindo álcool e drogas. Na manhã seguinte, ele foi visto buscando duas mulheres, uma delas uma adolescente. O delegado Erasmo Cubas, que estava à frente do Setor de Investigações Gerais (SIG) na época, comentou que o réu não demonstrou arrependimento após o crime.
Testemunhas e familiares relataram que o comportamento ciumento de Jonemar era recorrente. Ele proibia Vanderli de olhar para outros homens e a forçava a manter-se de costas quando havia outros homens na casa, conforme os relatos apurados durante as investigações.
Policiais do SIG prenderam Jonemar algumas horas após o feminicídio, no bairro Jardim Clímax. Ele tentou reagir à abordagem policial, resultando em troca de tiros, mas ninguém ficou ferido. A ambulância que foi acionada para atender Vanderli chegou ao local e constatou que a mulher já estava sem vida, o que reforça a gravidade do ato cometido pelo acusado.
