O ex-prefeito de Fátima do Sul, Eronivaldo da Silva Vasconelos Júnior, conhecido como Júnior Vasconcelos, foi detido e encaminhado ao Presídio Militar após a deflagração da Operação Gutenberg, conduzida pelo Gaeco. A operação revelou um esquema que desviou R$ 27 milhões de recursos públicos em cidades de Mato Grosso do Sul. A decisão judicial foi tomada durante audiência de custódia realizada na manhã de quinta-feira, 9.
De acordo com a determinação da Justiça, Júnior Vasconcelos ficará em uma ala separada devido à sua função como policial civil. Ele foi afastado de seu cargo de escrivão, conforme publicado no Diário Oficial, e a portaria da CGPC destacou que o afastamento permanecerá vigente enquanto durar sua prisão. Além disso, foi ordenado o recolhimento de sua arma, carteira funcional e outros pertences oficiais.
Após a prisão, a vice-prefeita de Fátima do Sul, Silvana Vasconcelos, emitiu uma nota sobre a situação de seu irmão. Silvana, que é do PSDB, expressou que este é um momento difícil para a família, mas ressaltou a importância de que as autoridades competentes esclareçam todos os fatos, garantindo o direito à ampla defesa e ao contraditório.
A Justiça decidiu que todos os envolvidos na Operação Gutenberg permanecerão presos, após passarem por audiência de custódia. Apenas as defesas de Rossana Paroschi Jafar e Jessyca Duarte Bugartt solicitaram prisão domiciliar, mas ambas as solicitações foram negadas. Os envolvidos incluem profissionais de diversas áreas, como saúde e empresários, além de membros da família Paroschi Jafar.
A operação foi desencadeada com a execução de 16 mandados de prisão e 43 mandados de busca e apreensão, visando desmantelar um esquema que transformou a Central Estadual de Regulação em um ‘balcão de negócios’. As investigações apontam que a organização criminosa é acusada de fraudes em licitações, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro e outros delitos, atuando em Campo Grande e em outras localidades do Estado.
O nome da operação, “Gutenberg”, faz alusão a Johannes Gutenberg, conhecido por popularizar a impressão de livros, cuja missão nobre de disseminação do conhecimento contrasta com os objetivos criminosos do grupo investigado, que utilizava documentos para dar aparência de legalidade às suas ações ilícitas.
