A iminência da aplicação de novas tarifas pelos Estados Unidos, prevista para o dia 15 de julho, tem gerado mobilização no governo brasileiro e no Senado. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) solicitou participação em uma audiência pública nos EUA, levantando a questão sobre as medidas que o Brasil está adotando para evitar o que ele chama de novo tarifaço de Donald Trump.
O Itamaraty informou que os negociadores brasileiros estão utilizando canais oficiais para demonstrar que as políticas adotadas pelo Brasil não prejudicam o comércio bilateral, conforme alegado pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR). A alegação do USTR, baseada na Seção 301 da Lei do Comércio, foi feita no início de junho, e desde então o governo brasileiro tem buscado esclarecer a situação.
O Palácio do Planalto destacou que já foram feitos todos os esclarecimentos necessários. Uma delegação de alto nível do Brasil foi enviada a Washington para participar de reuniões estratégicas, onde foram apresentadas duas defesas escritas que provam que as políticas brasileiras não afetam negativamente o comércio com os EUA.
A estratégia do governo é convencer os norte-americanos de que a melhor alternativa seria um acordo que beneficiasse ambos os países, em vez da imposição de tarifas adicionais de 25% sobre produtos brasileiros. O Brasil TAMBÉM planeja manter uma agenda de reuniões com representantes da Casa Branca nas próximas semanas, buscando uma solução pacífica para a questão.
Em um comunicado, Flávio Bolsonaro expressou sua determinação em defender os interesses do povo brasileiro, criticando o governo de Luiz Inácio Lula por não tomar ações mais decisivas para evitar a taxação das empresas. O senador acredita que essa situação pode ser utilizada por Lula nas eleições de outubro, mesmo que isso venha a prejudicar a indústria brasileira.
O vice-presidente Geraldo Alckmin, após evento sobre Mercosul-União Europeia em São Paulo, comentou sobre a atuação do senador, afirmando que aqueles que trabalham contra os interesses do Brasil estão apenas tentando remediar erros passados. A tensão em torno das tarifas e as negociações com os EUA continuam a ser um tema central na agenda política brasileira, à medida que o prazo se aproxima.
