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Fraude de R$ 3 milhões em fundo previdenciário é alvo de operação da PF em PE

A Polícia Federal desencadeou a Operação Take Over para investigar a destinação irregular de R$ 3 milhões do fundo previdenciário de Paulista, em Pernambuco, para o Banco Master. A operação abrange buscas em Recife, Paulista e Rio de Janeiro.
Agente aparece em frente à sede da PF em Brasília — Foto: Agente aparece em fren
Agente aparece em frente à sede da PF em Brasília — Foto: Agente aparece em fren

A Polícia Federal (PF) iniciou na quarta-feira, 10, a Operação Take Over, com o objetivo de investigar irregularidades relacionadas à gestão dos recursos do fundo previdenciário dos servidores públicos de Paulista, município situado na região metropolitana do Recife, em Pernambuco. As apurações indicam que R$ 3 milhões foram indevidamente direcionados para investimentos de alto risco no Banco Master, em desacordo com as normas legais e regras de governança estabelecidas.

Os agentes da PF estão cumprindo dez mandados de busca e apreensão, que abrangem áreas do Recife, do município de Paulista e também do Rio de Janeiro. A investigação revelou que o vínculo entre o fundo previdenciário e o Banco Master foi identificado através da troca de e-mails entre uma assessora comercial do banco, ligado a Daniel Vorcaro, e membros da gestão do instituto previdenciário PreviPaulista.

Conforme apontado nas investigações, as decisões estratégicas sobre os investimentos foram realizadas de maneira isolada, sem a devida observância de critérios de segurança, liquidez e transparência que são exigidos para a aplicação de recursos públicos previdenciários. O município de Paulista, que está localizado a cerca de 18 km do centro do Recife, possui aproximadamente 365 mil habitantes e faz parte da região metropolitana da capital pernambucana.

Até o momento, a investigação da PF se concentra na gestão do PreviPaulista e na primeira camada de movimentação dos recursos. Os agentes buscam esclarecer a possibilidade de gestão temerária ou fraudulenta, além de investigar potenciais crimes contra a administração pública e o sistema financeiro.

Além disso, os investigadores estão atentos à identificação de eventuais pagamentos de vantagens indevidas a gestores do fundo previdenciário, a fim de garantir a responsabilização dos envolvidos e a proteção dos recursos públicos.