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EUA impõem novas sanções a Cuba, atingindo presidente e setores estratégicos

As novas sanções dos EUA a Cuba incluem a mineração e o turismo, impactando diretamente o presidente Miguel Díaz-Canel e sua família, além de instituições governamentais.
Foto: (Foto: afroangelll/Pixabay)
Foto: (Foto: afroangelll/Pixabay)

Os Estados Unidos (EUA) anunciaram novas sanções econômicas direcionadas a Cuba, abrangendo empresas do setor de mineração e turismo, além do presidente Miguel Díaz-Canel. Essas medidas se somam a um extenso conjunto de sanções já existentes, com o objetivo de pressionar economicamente o governo cubano e promover uma mudança de liderança em Havana.

Na quinta-feira (4), o Departamento de Tesouro dos EUA incluiu em sua lista de entidades sancionadas a Amistur Cuba, uma empresa de turismo, e a Minera la Victoria, uma joint venture que une a empresa cubana Geominera e a australiana Antilles Gold. O presidente dos EUA, Donald Trump, comentou que Cuba deseja que a Casa Branca assuma o controle da ilha.

Em uma publicação nas redes sociais, o secretário de Estado Marco Rubio alertou que qualquer pessoa que ofereça serviços a entidades sob sanção poderá também enfrentar penalidades. Além disso, os EUA sancionaram Miguel Díaz-Canel, sua esposa Lis Cuesta Peraza, seu filho Manuel Anido Custa e outros membros do governo cubano, incluindo Alejandro Castro Espin e Raúl Alejandro Castro Calis, neto do ex-presidente Raúl Castro.

Entre as instituições afetadas estão o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba, o Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP) e os Comitês para Defesa da Revolução (CDR). O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) dos EUA declarou que todas as transações envolvendo bens de pessoas designadas ou bloqueadas são proibidas para cidadãos americanos.

A reação cubana veio através do presidente Miguel Díaz-Canel, que considerou as declarações de Trump como uma ameaça ao país e criticou as novas sanções unilaterais, afirmando que elas prejudicam a população. O ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, ressaltou que a inclusão de indivíduos e entidades em uma 'lista ilegítima' de sanções evidencia um plano de intervenção na ilha.

Rodríguez também contestou a afirmação de Marco Rubio sobre a não restrição da entrada de petróleo em Cuba, lembrando da Ordem Executiva 14380, assinada por Trump, que permite a imposição de tarifas punitivas sobre importações de petróleo para o país.