O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pode registrar um lucro superior a R$ 14 bilhões em 2026, conforme as previsões da Caixa Econômica Federal. A definição do percentual a ser creditado nas contas dos trabalhadores com carteira assinada ocorrerá em julho, durante reunião do Conselho Curador do FGTS.
Todos os trabalhadores que tinham saldo em suas contas do FGTS até 31 de dezembro de 2025 têm direito a receber a distribuição dos lucros. O valor creditado será proporcional ao saldo existente na conta na data de referência, ou seja, quanto maior o saldo, maior será a quantia recebida.
Embora o lucro seja depositado diretamente nas contas vinculadas, o montante não poderá ser retirado imediatamente. Os recursos seguem as regras de saque do FGTS, que permitem a retirada apenas em situações específicas, como demissão sem justa causa, aquisição da casa própria e diagnóstico de doenças graves, entre outras condições previstas na legislação.
A estimativa da Caixa para o lucro do FGTS em 2026 é de aproximadamente R$ 14,4 bilhões, com base no desempenho financeiro do fundo em 2025. O balanço definitivo ainda está em processo de fechamento. Para o ano de 2025, o Instituto Fundo de Garantia do Trabalhador (IFGT) prevê que o lucro do FGTS atinja cerca de R$ 15 bilhões.
Mario Avelino, presidente do IFGT, ressalta que em ano eleitoral é provável que o governo mantenha o mesmo percentual de distribuição utilizado no ano anterior. Essa continuidade na distribuição pode impactar a percepção dos trabalhadores em relação aos benefícios do fundo.
Portanto, a expectativa é de que, além do lucro significativo projetado, as regras de saque continuam a ser um fator importante na administração dos recursos do FGTS, limitando a acessibilidade imediata ao montante creditado nas contas dos trabalhadores.
