No dia 11 de maio de 1867, ocorreu o combate de Nhandipá, em Bela Vista, durante a retirada das tropas brasileiras da fazenda Laguna. Nesse embate, cerca de 3.000 soldados de ambos os lados participaram, resultando na morte de mais de 100 combatentes. O major José Thomaz Gonçalves, que comandava o Batalhão 21 de Infantaria, descreveu a situação em detalhes, destacando a passagem do rio Apa, que consumiu mais de quatro horas devido ao grande número de animais e carros.
O relato do major menciona que, na manhã do dia 11, a marcha começou sem a presença de inimigos visíveis até que, por volta das 11 horas, a linha de atiradores do Batalhão n° 17 de Voluntários foi subitamente atacada pela infantaria paraguaia. O confronto se intensificou quando uma carga de cavalaria inimiga se lançou contra as tropas brasileiras, que rapidamente formaram quadrados defensivos.
Gonçalves ressaltou a eficácia da artilharia brasileira, que disparou granadas com velocidade, causando grandes baixas nas fileiras paraguaias. O relato destaca que a perda do inimigo foi de pelo menos 70 homens, enquanto as forças brasileiras tiveram 19 mortos e 29 feridos. Entre os feridos estavam os tenentes Joaquim Mathias de Assumpção Palestino, que faleceu dois dias após a batalha, e Fernando Monteiro, que demonstrou grande bravura durante o conflito.
O combate terminou com a vitória brasileira, que conseguiu manter o controle do campo de batalha. Os soldados mortos foram sepultados e os feridos foram atendidos. O major também mencionou as dificuldades logísticas enfrentadas pelas tropas, incluindo a escassez de recursos alimentares, que se tornaram um desafio significativo para a marcha subsequente de 25 léguas, com o inimigo sempre à frente.
O evento é parte da história da Guerra do Paraguai, um conflito marcante que envolveu diversas batalhas e teve profundas consequências para os países envolvidos. A narrativa do major José Thomaz Gonçalves oferece uma visão detalhada das estratégias e do impacto humano desse confronto HISTÓRICO.
