A Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul) enfrenta um revés judicial após a WC Engenharia, Construções e Reformas Eireli, questionar a desclassificação de sua proposta em uma licitação. A decisão do juiz Marcelo Andrade Campos Silva, confirmada pelo TJMS, é resultado de um processo que transitou em julgado no dia 31 de março de 2026, sem possibilidade de recurso.
A WC Engenharia apresentou a menor proposta, no valor de R$ 1.685.580,60, para a execução de serviços de retrofit na fachada e lobby do prédio do observatório e estúdio do Sesi/Senai, localizado em Campo Grande. No entanto, a comissão de licitação da Fiems desclassificou a empresa, alegando um erro no preenchimento da proposta, o que gerou uma alteração indevida do valor, que passou para R$ 2.096.019,75, uma diferença de R$ 366.615,15.
A defesa da WC Engenharia argumentou que a alteração do valor não refletia a proposta final e que a Fiems havia agido com má-fé ao desclassificá-la. O juiz entendeu que a desclassificação foi ilegal, afirmando que a proposta original foi mantida e que não havia justificativa para considerá-la como uma nova proposta, conforme a argumentação da Fiems.
Durante o trâmite do processo, uma liminar já havia sido concedida, permitindo que a WC Engenharia fosse classificada novamente. Contudo, a Fiems voltou a desclassificar a empresa, alegando falta de comprovação de capacitação técnica, e o processo foi marcado como cancelado em seu sistema de licitações.
Além do desdobramento da licitação, a Fiems está sob investigação relacionada a contratos que totalizam R$ 1,5 milhão com empresas que possuem os mesmos sócios. Recentemente, o ex-secretário de Estado Jaime Verruck destinou R$ 7 milhões à entidade antes de deixar o governo, e a Fiems está prevista para receber R$ 60 milhões em recursos públicos no ano de 2026.
