Na noite de quinta-feira (25), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, decidiu que o ministro André Mendonça será o responsável pela relatoria da ação que investiga o financiamento do filme Dark Horse. A ação resulta de uma notícia-crime apresentada pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), que denuncia a suposta participação de Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, no financiamento da produção cinematográfica. A iniciativa foi motivada por um pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que também é pré-candidato à presidência.
A escolha de Mendonça para a relatoria ocorre após uma recomendação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que já havia sugerido que o ministro assumisse a condução dessa notícia-crime, uma vez que ele já era designado para julgar outras duas ações relacionadas ao filme Dark Horse no STF.
Antes da decisão de Fachin, o ministro Alexandre de Moraes era o responsável por acompanhar o caso. A mudança de relatoria marca um novo desdobramento na análise do financiamento do filme, que é uma biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro e está previsto para ser lançado ainda este ano.
O financiamento de Dark Horse chamou a atenção em maio, quando foram divulgadas gravações e mensagens entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, o que gerou polêmica em torno da produção. Inicialmente, Flávio Bolsonaro negou qualquer vínculo com Vorcaro, mas depois admitiu que solicitou o apoio financeiro para a realização do filme sobre seu pai.
É importante ressaltar que os pedidos de financiamento foram feitos antes do início das investigações envolvendo o Banco Master e seu proprietário, Vorcaro. O desdobramento da investigação e a nova relatoria por parte de Mendonça podem ter implicações significativas sobre o futuro do filme e sobre as ações judiciais decorrentes do caso.
