Os preços do petróleo tiveram um aumento significativo nesta terça-feira (14), alcançando os maiores patamares em aproximadamente um mês. Esse movimento é impulsionado pela intensificação das tensões entre os Estados Unidos e o Irã, o que gera preocupações sobre a segurança do fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de energia do mundo.
Por volta das 9h39 (horário de Brasília), o barril do Brent, que é a referência internacional, registrava alta de 4,33%, sendo negociado a US$ 86,91. O WTI, referência nos Estados Unidos, subia 3,17%, com seu preço atingindo US$ 80,62. Esses valores representam os maiores índices desde 12 de junho para o Brent e desde 16 de junho para o WTI.
A alta nas cotações se dá em meio ao retorno do bloqueio naval imposto pelo governo Trump ao Irã, além do aumento das operações militares contra o país. Adicionalmente, os Estados Unidos apresentaram uma proposta que sugere a cobrança de uma taxa de 20% sobre embarcações que navegam pelo Estreito de Ormuz, o que ampliou os receios sobre possíveis restrições ao comércio global de petróleo.
O principal fator que está por trás da valorização dos preços é a apreensão de que o conflito possa impactar a navegação no Estreito de Ormuz, uma via marítima pela qual transita cerca de 20% de todo o petróleo e gás natural liquefeito comercializados no planeta.
Nos últimos dias, uma série de eventos tem contribuído para aumentar a percepção de risco entre os investidores. Dentre esses eventos estão a retomada do bloqueio à navegação iraniana pelos Estados Unidos, a proposta de taxa sobre navios que utilizam essa rota, ataques a petroleiros dos Emirados Árabes Unidos atribuídos ao Irã e a diminuição do número de embarcações que utilizam a rota, que caiu para o menor nível em dois meses.
