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Governo planeja aumentar mistura de etanol na gasolina para 35%

O governo federal está considerando elevar a porcentagem de etanol anidro na gasolina, passando dos atuais 30% para 32% e, em um futuro próximo, a até 35%. A decisão deve ser discutida em reunião do CNPE nesta terça-feira (14).
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O governo federal está analisando a possibilidade de aumentar a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32% e, gradualmente, até 35%. Essa discussão surge em meio ao aumento dos preços do petróleo no mercado internacional devido ao agravamento do conflito entre Estados Unidos e Irã.

Uma reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), agendada para esta terça-feira (14), deve definir essa proposta de aumento gradual da mistura obrigatória. Esse encontro ocorre após várias postergadas por falta de consenso técnico e político entre os integrantes do governo.

A proposta de aumentar a porcentagem de etanol na gasolina já havia sido mencionada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, na semana passada. A expectativa era de que a medida fosse aprovada na última reunião do CNPE, realizada em 8 de novembro, mas o encontro foi adiado devido às mudanças no cenário internacional provocadas pelo conflito no Irã.

O aumento na mistura de etanol pode ter um efeito positivo na redução do preço da gasolina. A intensificação das tensões no Oriente Médio tem pressionado os preços do petróleo no mercado global, levando o governo a considerar que a ampliação do uso de etanol pode mitigar o impacto dos combustíveis sobre o consumidor final.

Nos últimos dias, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, tem se reunido com membros do governo e representantes do setor para elaborar uma proposta que tenha maior aceitação entre os membros do CNPE. Os defensores da medida argumentam que o aumento da mistura de etanol pode contribuir para a redução dos preços da gasolina, uma vez que o etanol, em geral, tem um custo de produção inferior ao da gasolina.

Além das questões econômicas, a iniciativa é vista como uma estratégia para fortalecer a segurança energética do país, estimular a produção de biocombustíveis e reforçar a agenda ambiental do Brasil. No entanto, o aumento do teor de etanol na gasolina enfrenta algumas resistências. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) apoia a proposta, mas ressalta a necessidade de um cronograma rigoroso de testes para assegurar a compatibilidade dos veículos, especialmente os modelos mais antigos.