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Bloqueio de R$ 6,1 milhões de Eduardo Cunha é determinado por Flávio Dino

O ministro Flávio Dino, do STF, ordenou o bloqueio de R$ 6,1 milhões do ex-deputado Eduardo Cunha, implicado em desvios de emendas parlamentares. A decisão foi divulgada no domingo (12) e inclui exigências de documentação ao presidente da Câmara dos Deputados.
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O ex-deputado federal Eduardo Cunha, do Republicanos, teve R$ 6,1 milhões bloqueados por determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão, que veio à tona neste domingo (12), foi tomada em 6 de julho e se insere em um contexto de investigações sobre desvios de emendas parlamentares.

A medida também se relaciona a uma investigação mais ampla da Polícia Federal, chamada de Operação Transparência, que foi iniciada em dezembro de 2025. A ação investiga possíveis irregularidades em relação a emendas parlamentares, incluindo um desvio de R$ 119 milhões por Valdemar Costa Neto, presidente do PL. Dino também havia solicitado o bloqueio desse valor no mesmo dia em que tomou a decisão sobre Cunha.

Na ordem que envolve Cunha, o ministro Flávio Dino solicitou que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, apresente, em um prazo de 10 dias, a documentação das emendas em questão. A Polícia Federal busca um acesso detalhado e organizado a informações sobre as emendas, que foram identificadas na investigação.

Os desdobramentos da Operação Transparência apontam para um esquema em que Valdemar Costa Neto teria autonomia para direcionar recursos de emendas, utilizando sua posição como presidente do PL. A investigação revelou que Mariângela Fialek, ex-assessora de Arthur Lira, teria um papel central nesse processo, operando na destinação das verbas.

A análise do celular de Fialek pela Polícia Federal revelou um “arranjo decisório paralelo” onde Valdemar seria o responsável por determinar e remanejar as emendas, embora os registros estivessem oficialmente em nome de deputados federais. A PF argumenta que esse método conferia uma aparência de legalidade ao processo de indicação das emendas.

Nara Benedetti Nicolau Brum, servidora da Câmara dos Deputados, também é mencionada como uma figura chave nesse esquema, mantendo comunicação constante com Fialek e facilitando a tramitação das emendas. Os diálogos coletados durante a Operação mostraram que Nara era responsável por ajustes técnicos e encaminhamentos relacionados às emendas, que muitas vezes eram atribuídas a Valdemar ou referidas como “do VCN”.