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Senador Romário trabalha apenas dois meses em 2026 antes de comentar Copa do Mundo

Romário de Souza Faria cumpriu apenas dois meses de trabalho em 2026 antes de viajar para os Estados Unidos, onde atuará como comentarista na Copa do Mundo. O senador, que recebeu salário integral durante o afastamento, tem gerado discussões sobre a flexibilização das regras No Congresso.
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O senador Romário de Souza Faria, do PL do Rio de Janeiro, exerceu suas funções por apenas dois meses em 2026 antes de embarcar para os Estados Unidos, onde atuará como comentarista durante a Copa do Mundo. Ele não se afastou oficialmente do cargo e continua recebendo seu salário, uma vez que estava sob um período de flexibilização aprovado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Esse curto período de trabalho deve-se ao afastamento que Romário solicitou no final de 2022, que se estendeu até abril deste ano. O ex-jogador, que ocupa seu segundo mandato como senador, anunciou um afastamento de 120 dias, alegando a necessidade de cumprir compromissos no estado do Rio de Janeiro.

Desde sua chegada ao Congresso em 2015, Romário tem utilizado a possibilidade de participar das sessões de forma remota, uma opção que se tornou comum entre os senadores, especialmente durante períodos de recesso. Essa regra de flexibilização tem permitido que ele mantenha a atividade legislativa mesmo fora do país.

Durante a Copa do Mundo, o ex-atacante receberá um salário bruto de aproximadamente R$ 46,3 mil, ao contrário do que ocorreu em 2022, quando ele não teve remuneração durante os quatro meses de afastamento. A situação de Romário não é isolada; outros senadores também têm se beneficiado da flexibilização, resultando em um Congresso com sessões frequentemente esvaziadas.

Esse fenômeno tem gerado preocupações sobre a tramitação de pautas importantes em Brasília, como a proposta de fim da escala de trabalho 6×1, a redução da maioridade penal e a criminalização da misoginia. A morosidade nas discussões parlamentares é uma preocupação crescente, especialmente em um cenário onde a participação ativa dos senadores parece estar diminuindo durante os períodos de recesso.

A atuação de Romário e a flexibilização das regras levantam questões sobre a eficácia do trabalho legislativo e a responsabilidade dos representantes eleitos, especialmente em momentos críticos para a sociedade.