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MPMS Intensifica Investigações em Prefeituras com Suspeitas de Corrupção

Seis prefeituras em Mato Grosso do Sul foram alvos de OPERAÇÕES do MPMS em 2026, investigando corrupção em contratos públicos. As ações revelam esquemas que envolvem desde fraudes em licitações até desvios de recursos públicos.
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De acordo com um levantamento realizado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), seis prefeituras foram alvo de investigações em 2026, no contexto de OPERAÇÕES que buscam desmantelar esquemas de corrupção. O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e o Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) conduziram as ações em seis municípios, resultando em OPERAÇÕES como Collusion e Simulatum, ambas em Terenos, além de Cartas Marcadas em Corguinho e Rio Negro, Mão Dupla em Coronel Sapucaia, Buraco sem Fim em Campo Grande e Rota Desviada em Nova Alvorada do Sul.

As OPERAÇÕES deste ano são um desdobramento do esforço contínuo do MPMS para combater a corrupção, que se intensificou desde 2025, quando mais de 10 municípios foram investigados. Uma matéria publicada anteriormente destacou que cerca de 50% das investigações realizadas até novembro de 2025 envolviam irregularidades nos setores de Saúde e Educação, com a participação de servidores, secretários e membros do Poder Legislativo.

A primeira operação em 2026 ocorreu em Terenos, onde o MPMS deflagrou duas ações em janeiro. A Operação Collusion investigou uma organização criminosa que atuava em fraudes a licitações e contratos públicos, especificamente relacionados a serviços gráficos com o município e a Câmara Municipal desde 2021. A Operação Simulatum, por sua vez, apurou fraudes em contratos de publicidade e locação de equipamentos de som, também desde 2021. As duas OPERAÇÕES resultaram em 6 mandados de prisão e 30 mandados de busca e apreensão.

Em fevereiro, o foco se voltou para outras duas prefeituras, sendo que uma das OPERAÇÕES investigou contratos de tapa-buraco em Campo Grande, levando à prisão de sete pessoas, incluindo o ex-secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Rudi Fiorese, além de outros dois servidores da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep). As investigações revelaram que a Construtora Rial não havia realizado os serviços contratados por vários anos, resultando na prisão do proprietário da empresa.

A mais recente operação, realizada na terça-feira, investigou um contrato entre Nova Alvorada do Sul e a Associação dos Estudantes Universitários de Nova Alvorada do Sul (Aeunas), destinado ao transporte de alunos. O MPMS informou que havia desvios sistemáticos de recursos públicos que deveriam custear o transporte universitário, beneficiando servidores públicos e membros do Poder Legislativo municipal. Essas ações do MPMS refletem um compromisso contínuo com a transparência e a responsabilidade na gestão pública em Mato Grosso do Sul.