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Mato Grosso do Sul apresenta risco elevado de aumento nos casos de SRAG

O estado de Mato Grosso do Sul enfrenta um alto risco de crescimento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, com 95% de probabilidade, segundo dados recentes. O aumento das notificações de SRAG preocupa as autoridades de saúde.
Unidade de atendimento em Campo Grande. — Foto: Unidade de atendimento em Campo
Unidade de atendimento em Campo Grande. — Foto: Unidade de atendimento em Campo

Mato Grosso do Sul está em uma situação de alto risco para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com uma probabilidade de 95% de crescimento a longo prazo. As informações foram extraídas do Boletim Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

No cenário nacional, apenas o estado de Rondônia não apresenta níveis de alerta, risco ou alto risco relacionados a vírus respiratórios. Além de Mato Grosso do Sul, 18 outros estados também estão em uma condição de alerta, com indícios de aumento nas notificações de SRAG.

Em relação às hospitalizações por influenza A, o estado de Mato Grosso do Sul observa uma tendência de queda ou interrupção no crescimento. Apenas os estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Tocantins estão registrando aumento nos casos.

Na capital, Campo Grande, a situação é alarmante, uma vez que a cidade integra o grupo de alto risco, junto a mais sete estados e o Distrito Federal. O Informativo do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) reporta que Campo Grande contabiliza 877 notificações de SRAG, sendo que 318 delas não apresentam a causa especificada. Os rinovírus estão associados a 181 casos, enquanto o VSR (vírus sincicial respiratório) e a Influenza são responsáveis por 138 e 106 casos, respectivamente.

No Brasil, a incidência de SRAG permanece mais elevada entre crianças pequenas, com o VSR sendo o principal agente viral. No entanto, o aumento das notificações nas outras faixas etárias é impulsionado pela influenza A. No total, o país registra 63.634 notificações de casos de SRAG, com 29.517 (46,4%) sendo confirmados positivamente para algum vírus respiratório, enquanto 23.594 (37,1%) foram negativos e 6.014 (9,5%) aguardam resultados laboratoriais.

Em resposta a esse cenário, a Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES-MS) iniciou, desde o dia 15, a ampliação da vacinação contra influenza para toda a população a partir de 6 meses de idade. A iniciativa visa aumentar a cobertura vacinal durante o inverno, quando há maior circulação de vírus respiratórios. Contudo, a ampliação da vacinação dependerá da disponibilidade de doses em cada município, sem comprometer o atendimento aos grupos prioritários, como idosos e gestantes. A orientação é que a população busque a unidade de saúde mais próxima, munida de documento pessoal e caderneta de vacinação.