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Renato Freitas critica processo de cassação em relação à escravidão

O deputado estadual Renato Freitas (PT) se manifestou após a aprovação do parecer pela cassação de seu mandato na Assembleia Legislativa do Paraná, associando o processo a traumas históricos da escravidão.
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O deputado estadual Renato Freitas, do PT, manifestou sua indignação em relação à aprovação do parecer que pode levar à cassação de seu mandato, realizada pelo Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) nesta segunda-feira (11). Freitas denunciou o que considera uma perseguição política, ligando o processo ao contexto do Dia da Abolição da Escravatura, celebrado em 13 de maio.

Durante sua fala, Freitas expressou que a luta pela justiça e pelo reconhecimento dos traumas históricos do Brasil é crucial. "Estamos na semana do 13 de maio, a chaga histórica que arde, o Brasil pela cicatriz do trauma, aqueles incapazes de compreenderem a si mesmos, porque acreditam que a história é uma matéria qualquer. É narrativa, ideologia", afirmou o parlamentar.

O parecer que recomenda a cassação de Freitas foi elaborado pelo deputado Márcio Pacheco, do Republicanos, e se baseia em um incidente ocorrido em novembro do ano passado, que envolve a suposta quebra de decoro parlamentar. O parlamentar aproveitou a oportunidade para criticar a atuação da Alep, ressaltando que a Casa nunca puniu outros parlamentares em situações mais graves.

"Hoje, essa Casa de Leis, de vários casos de corrupção, de ilegalidade e de crime, nunca — e essa palavra tem força — nunca cassou ninguém. Eu, coincidentemente, o que denunciei a corrupção, fui cassado", declarou, reforçando sua posição de que a cassação é injusta e seletiva.

Freitas também fez uma reflexão sobre os desafios enfrentados dentro do sistema político, mas demonstrou confiança em sua trajetória. "O Estado arma muitas arapucas na nossa caminhada, mas eles não são deuses. Eu te digo: Deus é mais e só ele pode escrever de fato a nossa história", completou o deputado.

Com a aprovação do parecer no Conselho de Ética, o próximo passo é a análise pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alep, que irá averiguar se todas as etapas do processo foram devidamente cumpridas. A sessão da comissão está agendada para terça-feira (12), às 13h30.