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Desistência do IRG impede divulgação de pesquisa eleitoral no Paraná

O instituto IRG não publicará pesquisa sobre as eleições para o Governo do Estado e Senado Federal, prevista para esta terça-feira. A decisão foi influenciada pela candidatura de Guto Silva pelo PSD.
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O instituto IRG decidiu cancelar a divulgação de uma pesquisa que abordaria a corrida eleitoral para o Governo do Estado e o Senado Federal, inicialmente programada para ser divulgada nesta terça-feira, dia 12. A desistência está relacionada à recente movimentação no cenário político, especialmente com a entrada de Guto Silva como pré-candidato pelo PSD, mesmo sem a oficialização por parte do partido, que é liderado pelo governador Ratinho Junior.

Dentro do Palácio Iguaçu, há discussões sobre a possibilidade de Guto Silva concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa, onde poderia assumir a presidência da Casa. Contudo, após retornar de um “período sabático”, Guto Silva trouxe consigo a intenção de disputar uma das duas cadeiras disponíveis no Senado.

A notícia sobre a desistência da pesquisa rapidamente gerou especulações no Centro Cívico, levando a diversas teorias sobre possíveis razões para a decisão. Questões sobre o desempenho de pré-candidatos e até uma suposta ordem judicial que impediria a divulgação foram levantadas. No entanto, apurações feitas junto à Justiça Eleitoral confirmaram que não existe qualquer impedimento legal para a publicação da pesquisa.

Embora a pesquisa do IRG fosse considerada breve, ela apresentava um panorama interessante da corrida pelo Palácio Iguaçu, relacionando os pré-candidatos a seus respectivos apoiadores políticos. Essa sondagem seria a primeira a vincular diretamente o nome de Ratinho Junior ao de Sandro Alex, conhecido como o “homem da infraestrutura”.

O objetivo da pesquisa era analisar a capacidade de transferência de votos do atual governador do Paraná para seu possível sucessor. As opções de voto apresentadas aos eleitores incluíam Luiz França, apoiado por Renan Santos; Requião Filho, que contava com o apoio do Lula; Sandro Alex, respaldado por Ratinho Junior; Sergio Moro, que tinha o apoio de Flávio Bolsonaro; e Tony Garcia, apoiado por Aldo Rebelo.

Com a desistência, os dados sobre a corrida eleitoral para o Palácio Iguaçu e o Senado permanecerão restritos a análises internas da instituição IRG.