O presidente Donald Trump fez uma declaração enaltecendo os Estados Unidos como a "maior conquista" da história da humanidade durante as celebrações dos 250 anos do país, realizadas no último sábado (4). No evento, que ocorreu no National Mall, Trump aproveitou a oportunidade para criticar seus opositores, referindo-se a eles como "comunistas".
O discurso foi adiado várias horas em função de tempestades elétricas que forçaram a evacuação temporária de milhares de pessoas que estavam no local. Trump, em grande parte, seguiu um roteiro patriótico, apesar de ter prometido um grande comício político. "Sob minha presidência, os Estados Unidos estão mais orgulhosos do que nunca", afirmou o presidente, diante de dezenas de milhares de presentes.
Ao longo de sua fala, Trump homenageou veteranos da Segunda Guerra Mundial, da Guerra da Coreia e da Guerra do Vietnã, utilizando esses exemplos para destacar a luta contra o comunismo, uma mensagem que já havia abordado em seu discurso na noite anterior no Monte Rushmore. "Nossos guerreiros não combateram o comunismo em campos de batalha ao redor do mundo para que essa ameaça voltasse a aparecer aqui", declarou.
O presidente também se referiu às eleições legislativas de novembro, ressaltando a necessidade de extirpar o que chamou de "câncer" representado pela ala antissistema de esquerda do Partido Democrata, que obteve vitórias nas primárias. Além disso, Trump aproveitou o discurso para destacar as campanhas militares contra o Irã e a Venezuela, afirmando que os Estados Unidos haviam "arrasado" as forças armadas do Irã.
O discurso teve uma duração de aproximadamente 45 minutos, o que é considerado curto para o padrão de Trump. A recepção do público foi positiva, com Richard Sullivan, de 70 anos, expressando satisfação com o discurso. Outro participante, Randy Cole, de 62 anos, enfatizou a importância da liberdade e o sacrifício feito por muitos para garantir essa liberdade.
Entretanto, o evento também evidenciou as divisões políticas presentes no país. Próximo ao Capitólio, homens encapuzados, alguns portando bandeiras confederadas e emblemas do grupo supremacista branco Patriot Front, se reuniram gritando por uma recuperação dos Estados Unidos.
