O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou impor tarifas de 200% sobre vinhos e champanhes da França por não aceitar participar do Conselho da Paz para a Faixa de Gaza. O governo de Emmanuel Macron rapidamente reagiu, classificando a atitude como chantagem.
A ministra da Agricultura da França, Annie Genevard, declarou que esta é uma declaração hostil em relação à França e uma ameaça que busca fazer com que os europeus cedam. A França foi convidada a se juntar ao órgão que Trump planeja liderar para supervisionar o cessar-fogo entre Israel e o Hamas e supervisionar a reconstrução de Gaza, mas se recusou, argumentando que as condições atuais fixadas pelos EUA não são adequadas.
Outros países convidados ao conselho são Canadá, Reino Unido, Rússia, China, Brasil e Arábia Saudita. Além da oposição ao plano para Gaza, Macron também tem discordado das investidas de Trump na Groenlândia.
Em Davos, o presidente francês afirmou que não devemos nos deixar intimidar diante das ameaças do presidente Donald Trump e do que parece ser o colapso do sistema multilateral que permitiu um certo grau de ordem no mundo desde a Segunda Guerra Mundial. Devemos manter a calma, defender nossos princípios, não devemos baixar a cabeça, não devemos ceder à lei do mais forte nem a quaisquer táticas de intimidação, declarou Macron.
