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Quebra de sigilo telefônico de suspeito de homicídio em Três Lagoas é autorizada pela Justiça

A Justiça autorizou a quebra de sigilo telefônico de um homem de 27 anos, suspeito de assassinar um casal em Três Lagoas. O crime ocorreu na última semana e o suspeito já possui passagens por tráfico de drogas e homicídio qualificado.
Kailayne e Gabriel morreram após ataque no último domingo. — Foto: Kailayne e Ga
Kailayne e Gabriel morreram após ataque no último domingo. — Foto: Kailayne e Ga

A Justiça de Três Lagoas, localizada a 311 quilômetros de Campo Grande, autorizou a quebra de sigilo telefônico de um homem de 27 anos, suspeito de ter executado Kailayne Mirelo Espiridião e Gabriel dos Santos Souza. O crime ocorreu no último domingo (3), nas proximidades da Lagoa Maior, e resultou na decretação da prisão preventiva do suspeito durante audiência de custódia realizada na terça-feira (5).

O homem, que já possui antecedentes por tráfico de drogas e homicídio qualificado, teve sua prisão confirmada pelo Poder Judiciário. Em continuidade às investigações, a Justiça autorizou, na quarta-feira (6), a quebra do sigilo de dados telefônicos e telemáticos do celular do suspeito, o que poderá auxiliar na elucidação do caso pela Polícia Civil.

Ainda na mesma data, a Polícia Civil lançou a Operação Suppressio, com o intuito de desarticular um grupo criminoso ligado a uma série de assassinatos na região de Paranaíba. Este grupo é suspeito de estar envolvido em pelo menos cinco homicídios ocorridos em Paranaíba, Aparecida do Taboado e Três Lagoas, e a operação visa coibir o avanço de ações violentas por parte de organizações criminosas.

Durante a operação, três indivíduos foram detidos temporariamente, sendo que dois deles foram capturados em Rondonópolis, no Mato Grosso. Um dos presos é apontado como executor, enquanto o outro seria responsável pela liderança e apoio logístico do grupo. Um dos detidos tem vínculo direto com a morte de Lorran Marchesi Santos de Brito, conhecido como “Kamikase”, que foi assassinado dentro de sua residência em Paranaíba.

Conforme o boletim de ocorrência, a execução de Kailayne e Gabriel foi realizada por dois homens em uma motocicleta, que se aproximaram do local onde a jovem trabalhava. O passageiro desceu da moto, negou a aquisição de um lanche e, em seguida, anunciou o assalto, disparando várias vezes contra Kailayne, seu namorado e outro homem presente no local. Após o crime, a dupla fugiu.

Gabriel dos Santos Souza foi uma das vítimas fatais da ação. Com Kailayne, foram encontradas aproximadamente 38 porções de crack, uma porção de maconha e R$ 120 em espécie, que estavam escondidos em suas roupas. A prisão da jovem ocorreu após uma denúncia anônima em 14 de agosto de 2025, quando foi abordada pela Polícia Civil em uma praça próxima à rodoviária da cidade, onde estava sentada.