Nesta terça-feira, dia 12 de dezembro de 2023, o Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) prendeu o servidor Edivaldo Aquino Pereira, coordenador do serviço de tapa-buraco da Prefeitura de Campo Grande, que está lotado na Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep). A ação faz parte da operação Cascalhos de Areia, deflagrada em 2023, que investiga irregularidades em contratos relacionados a ruas sem asfalto. As Equipes do Gecoc se dirigiram à residência de Edivaldo, localizada no Bairro Tiradentes.
Além de Edivaldo, o engenheiro Mehdi Talayeh também foi detido. A prisão preventiva de Mehdi foi decretada em 29 de abril de 2023, em um mandado sigiloso relacionado à operação. Seu advogado, João Vitor Comiran, informou que ainda não teve acesso aos detalhes do processo. Mehdi está registrado na Sisep como servidor comissionado desde 2020, e seus salários variaram entre R$ 4 mil e R$ 20 mil ao longo dos anos. Desde fevereiro de 2023, não há registros de remuneração em seu nome, embora não tenha havido uma exoneração oficial até o momento.
Outro preso na operação foi Rudi Fiorese, ex-secretário de obras de Campo Grande, que ocupou o cargo entre 2017 e 2023. A defesa de Rudi também não teve acesso ao processo até o momento. A investigação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) revelou a existência de uma organização criminosa que atuava fraudando a execução do serviço de manutenção das vias públicas na cidade, manipulando medições e realizando pagamentos indevidos.
Durante a operação, foram apreendidos R$ 429 mil em dinheiro vivo, e as evidências coletadas indicaram que os pagamentos realizados não correspondiam aos serviços efetivamente prestados. O intuito era desviar recursos públicos e favorecer o enriquecimento ilícito dos envolvidos, resultando na deterioração da qualidade das vias urbanas. Um levantamento apontou que, entre 2018 e 2025, a empresa sob investigação acumulou contratos e aditivos que totalizam R$ 113.702.491,02.
A operação também incluiu a execução de mandados na Sisep. A reportagem está em busca de um posicionamento da Prefeitura de Campo Grande e aguarda um retorno sobre os desdobramentos do caso.
