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Transferido julgamento de réus por assassinato de jogador de futebol

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul transferiu o julgamento de dois réus acusados de matar e esquartejar o jogador Hugo Vinicius Skulny Pedrosa para Amambai, visando garantir a imparcialidade dos jurados. O crime ocorreu em Sete Quedas em junho de 2023.
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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul decidiu que o julgamento dos réus Rubia Joice de Oliver Luvisetto e Cleiton Torres Vobeto, acusados de assassinato e esquartejamento do jogador de futebol Hugo Vinicius Skulny Pedrosa, ocorrerá em Amambai, e não em Sete Quedas, local onde o crime foi cometido. A mudança de jurisdição foi determinada para assegurar a imparcialidade dos jurados, considerando a repercussão do caso na cidade de Sete Quedas, que possui uma população de pouco mais de 11 mil habitantes.

O jogador desapareceu na madrugada do dia 25 de junho de 2023, e sua mãe, Eliana Skulny, registrou o desaparecimento no dia seguinte. Hugo foi visto pela última vez após participar de uma festa em Pindoty Porã, no Paraguai, e ficou desaparecido por sete dias. A investigação da Polícia Civil revelou que ele foi assassinado com três disparos e que seu corpo foi esquartejado.

Rubia Joice de Oliver Luvisetto, ex-namorada de Hugo, foi identificada como uma peça-chave na investigação e foi presa no dia 4 de julho. As apurações indicam que o crime ocorreu na residência dela. Após intensas buscas que contaram com a colaboração da cantora Ana Castela, partes do corpo do jogador foram localizadas no dia 2 de julho, no Rio Iguatemi, em Sete Quedas, durante uma força-tarefa que envolveu a Polícia Civil, a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros e a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira.

O reconhecimento dos restos mortais foi feito através de uma tatuagem no braço de Hugo, que trazia o nome de seu pai, falecido cerca de dois anos antes. As partes do corpo foram levadas para o Instituto de Medicina e Odontologia Legal, mas não foram liberadas naquele momento. O julgamento, agora marcado para Amambai, busca assegurar que os jurados possam decidir o caso sem influências externas, dada a notoriedade do crime na região.