O Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) iniciou uma sindicância para investigar as circunstâncias que cercam o caso de uma jovem de 27 anos, que se tornou vítima de um suposto estupro na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital na última sexta-feira, dia 10. O técnico de enfermagem, de 52 anos, acusado de cometer o crime, foi afastado de suas funções no mesmo dia do ocorrido e teve sua situação oficializada na segunda-feira, dia 13.
O HRMS divulgou uma nota em que reafirma o compromisso de dar suporte à paciente e sua família. Uma tia da jovem relatou em entrevista ao Jornal Midiamax que a vítima está enfrentando sérias dificuldades emocionais, apresentando sintomas como falta de apetite e insônia, além de crises frequentes de choro após o ataque.
O incidente teria ocorrido na manhã de sexta-feira, por volta das 5h, quando o suspeito entrou na UTI com a intenção de administrar os medicamentos diários à jovem. Após aplicar o segundo remédio, a paciente adormeceu e, ao acordar, teria sido vítima de violência sexual pelo técnico. Assim que percebeu que a jovem estava acordada, o homem deixou o local rapidamente.
A família da vítima foi informada sobre o crime algumas horas após o ocorrido. A jovem se comunicou com uma técnica de enfermagem, que deveria repassar a mensagem à família, uma vez que os pacientes na UTI não podem ter celulares. Entretanto, a notificação não foi feita e a família só tomou conhecimento do que aconteceu quando visitou a jovem às 20h.
De acordo com relatos da tia, o técnico de enfermagem já conhecia a família e tinha ciência da fragilidade da paciente. Durante o período em que esteve no hospital, ele chegou a dar banho na jovem, acompanhado de outra técnica, que apresentou o homem à paciente, afirmando que ele era conhecido de sua tia. No entanto, durante a apresentação, o suspeito manteve-se em silêncio.
A jovem estava internada desde o dia 15 de junho na UTI, devido a complicações relacionadas à gravidez e ao pós-parto. Após o episódio de violência, foram solicitadas Medidas Protetivas na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), que visam garantir a segurança da vítima. Além disso, a família está buscando apoio psicológico e outras formas de acolhimento para a jovem, que se encontra em situação delicada.
