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STJ mantém prisão de Deolane Bezerra em investigação de lavagem de dinheiro

O Superior Tribunal de Justiça negou pedido de habeas corpus da influenciadora Deolane Bezerra, que está presa desde maio de 2024, sob acusações de envolvimento com o PCC e lavagem de dinheiro.
Influenciadora e advogada Deolane Bezerra — Foto: Influenciadora e advogada Deol
Influenciadora e advogada Deolane Bezerra — Foto: Influenciadora e advogada Deol

Na terça-feira, 9, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu negar o pedido de liberdade da influenciadora e advogada Deolane Bezerra. Ela foi presa no dia 21 de maio de 2024, durante uma operação conjunta do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro relacionado à facção Primeiro Comando da Capital (PCC).

A defesa de Deolane havia ingressado com um habeas corpus solicitando a conversão de sua prisão preventiva em domiciliar, argumentando que a influenciadora é mãe e única responsável por uma criança de 9 anos. Entretanto, o recurso foi analisado pela Quinta Turma do STJ, que rejeitou a solicitação de forma unânime, reafirmando os argumentos que fundamentaram a prisão da influenciadora.

Os ministros destacaram que há uma “exposição individualizada e pormenorizada da participação da agravante nos crimes em apuração”, apontando seu “intenso envolvimento” com a organização criminosa e o esquema de lavagem de dinheiro que está sendo investigado.

Deolane Bezerra foi detida em sua residência, localizada em uma mansão em Alphaville, um bairro de condomínios luxuosos na região metropolitana de São Paulo. A influenciadora, que possui mais de 20 milhões de seguidores nas redes sociais, enfrenta acusações de organização criminosa e lavagem de dinheiro, e atualmente se encontra na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, interior de São Paulo.

Este não é o primeiro episódio de prisão envolvendo Deolane Bezerra. Em setembro de 2024, a influenciadora já havia sido detida em Recife, durante desdobramentos da Operação Integration, que também investigava atividades de lavagem de dinheiro e jogos ilegais. A continuidade das investigações e a negativa do habeas corpus indicam a gravidade das acusações que pesam sobre ela.