O pré-candidato ao governo do Paraná, Rafael Greca (MDB), apresentou nesta terça-feira (5) propostas focadas na construção de um novo porto e na modernização da infraestrutura logística do estado. As declarações foram feitas durante uma sabatina promovida pela Rádio Banda B, que está entrevistando candidatos à disputa pelo Palácio Iguaçu em 2026.
Greca enfatizou a necessidade de superar entraves burocráticos e adotar tecnologias avançadas como elementos essenciais para o progresso do Paraná. O político argumentou que a infraestrutura é um ponto crucial para o desenvolvimento, destacando a construção de um novo porto como uma prioridade. “A partir da faixa de domínio que nós arrancamos do Supremo Tribunal Federal, acabou a tranqueira. E dizer que porque era Mata Atlântica não podia fazer o porto. O próximo governador vai fazer o porto, eu vou fazer o porto. Me aguardem”, afirmou.
Além de um novo porto, Greca sugeriu a integração desse empreendimento com um sistema ferroviário moderno, que facilitaria o escoamento de grãos a partir da Serra do Mar. Ele mencionou que a proposta envolve um ramal ferroviário que chega até a boca da serra, permitindo um escoamento vertical de grãos. “Talvez isso se possa fazer, nós vamos desenhar ainda”, declarou.
O pré-candidato também abordou a questão da energia, mencionando a utilização de resíduos orgânicos para a geração de biometano. Em uma abordagem bem-humorada, ele citou o poeta curitibano Ernesto Luís de Oliveira, que, em 1931, escreveu sobre a importância da matéria orgânica, ressaltando que o cocô dos seres vivos poderia gerar energia através de processos biológicos.
Por fim, Greca fez alusão ao folclore do boitatá, sugerindo que esse fenômeno poderia, de certa forma, contribuir para a geração de energia limpa no presente. “O boitatá ainda vai nos salvar”, concluiu, ligando a tradição cultural à sua visão sobre a sustentabilidade e inovação energética no estado.
As propostas de Rafael Greca refletem uma visão ambiciosa para o Paraná, buscando alavancar o potencial logístico e energético do estado, elementos que ele considera fundamentais para o desenvolvimento futuro.
